Trump diz que cúpula com líder norte-coreano irá acontecer dia 12 de junho

Por Steve Holland e Hyonhee Shin

WASHINGTON/SEUL (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que uma cúpula sobre armas nucleares com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, que Washington havia cancelado na semana passado, agora irá acontecer como planejado no dia 12 de junho em Cingapura.

"Eu acho que provavelmente será um muito bem-sucedido, por fim, um processo bem-sucedido", disse Trump a repórteres na Casa Branca, depois de se reunir com uma autoridade de alto escalão da Coreia do Norte no Salão Oval.

Kim Yong Chol, um assessor próximo do líder norte-coreano, foi à Casa Branca para entregar a Trump uma carta de Kim Jong Un, enquanto os dois lados tentavam recolocar a cúpula marcada e desmarcada de volta nos trilhos.

Kim Yong Chol é a figura mais graduada do país a participar de conversas na Casa Branca desde que um enviado de alto nível visitou o então presidente Bill Clinton em 2000.

Trump disse inicialmente aos repórteres que a carta de Kim era "uma carta muito simpática... uma carta muito interessante", mas depois disse que não a abrira.

Trump pareceu reduzir significativamente as expectativas para o resultado da cúpula histórica, frequentemente descrevendo-a como o início de um processo e não o lugar onde os dois líderes estariam propensos a assinar qualquer acordo. Ele disse que várias cúpulas podem ser necessárias.

"Francamente, eu disse: 'Leve o seu tempo'", disse Trump.

Foi um extraordinário abrandamento de tom em relação à Coreia do Norte de um presidente que no ano passado ameaçou lançar "fogo e fúria" no país por causa da ameaça que suas armas nucleares e mísseis de longo alcance representam para os Estados Unidos.

Após a troca de ameaças e insultos vista desde que Trump tomou posse no ano passado, Washington e Pyongyang vêm tentando organizar uma cúpula entre seus líderes, originalmente programada para acontecer em 12 de junho em Cingapura, durante a qual Trump quer pressionar o regime a abdicar de suas armas nucleares.

Antes da reunião, a carta de Kim era vista como um sinal de que a cúpula poderia acontecer, apesar de Trump tê-la cancelado por causa da "raiva tremenda e a hostilidade aberta" de Pyongyang.

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