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Sanções de Trump vão trazer "consequências graves" para a ordem global, diz Irã

"Infelizmente um país que viola a lei (EUA) tenta punir um país que respeita a lei (Irã), este método terá consequências graves para a ordem global", disse o ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif - Vahid Salemi/ AP
"Infelizmente um país que viola a lei (EUA) tenta punir um país que respeita a lei (Irã), este método terá consequências graves para a ordem global", disse o ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif Imagem: Vahid Salemi/ AP

Da Reuters, em Londres

30/10/2018 15h45

As sanções dos Estados Unidos contra o Irã terão "consequências graves" para a ordem global, disse a República Islâmica nesta terça-feira, dias antes de novas restrições às exportações de petróleo de Teerã entrarem em vigor.

Washington retomou as sanções contra os setores iranianos de comércio de moedas, metais e automóveis em agosto, depois de se retirar de um acordo multinacional de 2015 que suspendeu sanções em troca de limites ao programa nuclear do Irã.

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Uma nova leva de sanções contra os setores bancário e energético do Irã deve entrar em vigor em 5 de novembro, e o presidente dos EUA, Donald Trump, quer reduzir a venda de petróleo da República Islâmica a zero.

"Infelizmente um país que viola a lei (EUA) tenta punir um país que respeita a lei (Irã) este método terá consequências graves para a ordem global", disse o ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad  Javad  Zarif, durante uma visita a Istambul, segundo a agência estatal de notícias Irna.

Mas, acrescentou Zarif, "os americanos não atingiram seus objetivos impondo sanções ilegais contra o Irã".

Teerã diz estar cumprindo à risca o acordo nuclear, e seu comprometimento vem sendo confirmado reiteradamente pela Agência Internacional de Energia Atômica (

Trump se queixou de que o pacto, aprovado por seu antecessor Barack Obama, não contempla os mísseis balísticos do Irã, seu papel em guerras regionais ou o que acontece quando o acordo expirar em 2025.

"A comunidade internacional confrontou as sanções dos EUA", afirmou Zarif depois de uma reunião trilateral entre os chanceleres de Irã, Turquia e Azerbaijão.

"Os países vizinhos e nações europeias resistiram às medidas unilaterais de Washington".

Os signatários europeus do acordo nuclear ainda estão comprometidos com ele e em breve lançarão um mecanismo, o chamado veículo de propósito especial (SPV), com a meta de contornar o sistema financeiro norte-americano usando um intermediário da União Europeia para tratar do comércio com Irã.

O porta-voz da chancelaria iraniana, Bahram Qasemi, também acusou Washington de iniciar uma "guerra psicológica" contra Teerã ao impor "sanções impiedosas e hostis" para prejudicar a economia iraniana.