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Israel promete impedir ataques do Hezbollah em túneis na fronteira do Líbano

04/12/2018 10h09

JERUSALÉM (Reuters) - Os militares de Israel disseram nesta terça-feira que iniciaram uma operação para "expor e frustrar" ataques através de túneis cavados pelo movimento libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, na fronteira do Líbano.

O porta-voz dos militares, coronel Jonathan Conricus, disse que estes detectaram túneis que cruzam do Líbano para o norte de Israel, e que a operação israelense para fechar os túneis será feita dentro de Israel, sem atravessar a fronteira.

Israel liberou imagens em vídeo de equipamentos de escavação e instalação de pilastras em funcionamento em locais não identificados realizando o que disse serem "preparativos táticos para expor o projeto ofensivo de túneis do Hezbollah através da fronteira". A Reuters não conseguiu verificar a filmagem de imediato.

A situação parecia calma do lado libanês da divisa, onde tropas pacificadoras da Organização das Nações Unidas (ONU) e soldados libaneses estavam posicionadas como sempre, disse um jornalista da Reuters no local. O Hezbollah não comentou de imediato.

Israel e o Hezbollah vêm evitando grandes conflitos na divisa comum desde a última guerra, em 2006, mas o Estado judeu realizou ataques na Síria visando o que disse serem remessas de armas avançadas ao grupo xiita.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamim Netanyahu, se encontrou com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, em Bruxelas. Uma autoridade do governo israelense disse que a reunião teve por fim inteirar Pompeo da operação futura contra os túneis.

No momento, o foco das operações está próximo da cidade israelense fronteiriça de Metulla, disse Conricus, acrescentando que algumas áreas próximas da cerca da fronteira foram interditadas. Uma fonte dos militares de Israel disse que a operação pode demorar semanas para ser concluída.

Os militares afirmaram que os túneis ainda não estão funcionando, mas que representam uma "ameaça iminente" aos civis israelenses e constituem "uma violação flagrante e grave da soberania israelense".

O Exército "intensificou sua presença e prontidão" e está preparado para "várias situações", disseram.

(Por Stephen Farrell, Ari Rabinovitch e Maayan Lubell em Jerusalém e Tom Perry in Beirute)