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Nigéria vota para presidente em eleição marcada por atrasos

23/02/2019 12h42

ABUJA/MAIDUGURI (Reuters) - A Nigéria começou neste sábado a contar os votos em uma apertada eleição presidencial, mas a comissão eleitoral estendeu a votação em algumas zonas eleitorais que abriram mais tarde ou apresentaram problemas.

O atual presidente, Muhammadu Buhari, e seu principal oponente, o empresário Atiku Abubakar, declararam estar confiantes na vitória. A eleição foi atrasada em uma semana.

Especialistas dizem que o pleito está muito apertado para uma previsão de vencedor, e o resultado deve ser uma resposta do país às dificuldades econômicas que se acumulam desde a recessão ocorrida em 2016.

Buhari, ex-ditador que acabou eleito presidente, busca um segundo mandato à frente do país mais populoso e maior produtor de petróleo da África. Já Atiku, ex-vice-presidente, prometeu expandir o papel do setor privado na economia.

Os dois lideram uma corrida com mais de 70 candidatos. A eleição foi adiada no sábado passado horas antes de começar. A comissão eleitoral citou problemas logísticos.

A votação já foi concluída em algumas regiões, e a contagem das cédulas está acontecendo, de acordo com uma testemunha da Reuters.

Membro da Comissão Eleitoral Independente, Festus Okoye afirmou que a comissão estendeu alguns horários de votação em zonas que apresentaram atrasos.

Ele também citou que problemas encontrados na votação estão sendo analisados. Isso inclui o mal funcionamento de máquinas de cédulas, que estão sendo substituídas.

"Estamos com uma situação e confiantes de que progrediremos nessa eleição particular. A maioria dos assuntos que surgiram está sendo resolvida", disse Okoye. O país tem 72,8 milhões de eleitores.

Buhari, que votou em sua cidade-natal, de Daura, disse: “Eu me congratulo. Serei o vencedor”. Ele fez o comentário ao seu perguntado se cumprimentaria Atiku se ele vencesse a eleição.

O rival, que votou no estado de Adamawa, disse: “Estou impressionado com o comparecimento às urnas. Espero uma transição bem-sucedida”.

(Reportagem de James Macharia e Ahmed Kingimi)