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Papa promete novas medidas contra abusos sexuais, mas vítimas se decepcionam com discurso

24/02/2019 11h18

Por Philip Pullella

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco prometeu neste domingo, ao encerrar uma reunião histórica sobre abuso sexual de crianças pelo clero, "batalha total" contra um crime que, segundo ele, deveria ser "apagado da face da terra". 

O papa prometeu que diretrizes usadas pelas conferências nacionais de bispos para prevenir abusos e punir os criminosos serão revisadas e fortalecidas. Ele também disse que a definição legal de menor pela Igreja será agora a partir da idade de 14 anos, a fim de "aumentar a proteção" dos jovens.

Mas defensores de vítimas expressaram profunda decepção, dizendo que Francisco apenas repetiu velhas promessas e ofereceu poucas propostas novas concretas.

Ao final de uma missa na Sala Regia do Palácio Apostólico do Vaticano, o pontífice prometeu que a Igreja Católica Romana "não poupará esforços" para levar abusadores à justiça e não encobrirá nem subestimará as denúncias de abuso.

No entanto, Francisco dedicou muito da primeira parte do discurso, com duração de mais de meia hora, a estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) e outras entidades que mostram que a maioria dos abusos sexuais de crianças ocorre no núcleo familiar.

"Estamos, portanto, diante de um problema universal, tragicamente presente em quase toda parte e afetando a todos. No entanto, precisamos deixar claro que, embora afetando gravemente nossas sociedades como um todo, esse mal não é menos monstruoso quando ocorre dentro da Igreja", ele disse.