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Merkel está "com boa saúde" e cumprirá mandato, diz chefe de gabinete

Chancelar alemã, Angela Merkel, teve tremores durante uma cerimônia oficial - Kay Nietfeld/dpa/AFP
Chancelar alemã, Angela Merkel, teve tremores durante uma cerimônia oficial Imagem: Kay Nietfeld/dpa/AFP

Por Andreas Rinke

Em Berlim

17/07/2019 14h47

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, está com boa saúde e determinada a cumprir a totalidade de seu mandato até 2021 em coalizão com seus aliados governistas do Partido Social Democrata (SPD), disse seu chefe de gabinete à Reuters hoje.

Merkel, que fez 65 anos nesta quarta-feira e ocupa o cargo desde 2005, sofreu tremores em cerimônias públicas nas últimas semanas que provocaram especulações sobre sua saúde, mas ela insistiu em dizer que "estou ótima".

O chefe da chancelaria, Helge Braun, enfatizou que Merkel se candidatou a um quarto mandato com a intenção de terminá-lo.

"Ela está com boa saúde", disse ele em uma entrevista na televisão, acrescentando que "é claro" que ela está em condição de cumprir o mandato, que deve durar até as eleições federais de outubro de 2021.

"Ela se candidatou a quatro anos no cargo, e as tarefas que enfrentamos tornam necessário que completemos este tempo no cargo."

Além das especulações sobre os episódios de tremores, o quarto mandato de Merkel está sendo assombrado por dúvidas a respeito da possibilidade de o SPD se retirar da tensa aliança com o governo, que muitos do partido de inclinação de esquerda querem abandonar.

No dia 26 de maio o SPD sofreu seu pior desempenho nacional em uma eleição europeia desde a volta da democracia, após a Segunda Guerra Mundial, o que levou seu líder a renunciar e voltou a mergulhar o partido em uma crise de identidade.

O final da coalizão ainda pode ser precipitado por eleições regionais em três Estados do leste no outono. Pesquisas mostram que o SPD deve se sair mal nas urnas.

Mas Braun acredita que o SPD continuará no governo com o bloco conservador de Merkel.

"Não acho que o SPD se retirará", disse, observando que o governo precisa lidar com a separação britânica da União Europeia e ajudar a moldar o futuro da Europa quando a Alemanha ocupar a presidência rotativa da UE em 2020.

"Não posso acreditar que um Volkspartei (partido popular) alemão dirá 'este é o momento de voltar atrás e cuidar de nós mesmos'", afirmou.

O SPD se opôs à indicação, aprovada pelos parlamentares europeus na terça-feira, de Ursula von der Leyen ? uma aliada de Merkel ? para presidente da Comissão Europeia.

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