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Venezuela não se responsabiliza por petróleo em praias do Brasil, diz PDVSA

9.out.2019 - Manchas de óleo podem ser vistas em alguns pontos da Praia Pontal do Coruripe, no litoral norte de Alagoas - Ana Leal/Fotográfico/Estadão Conteúdo
9.out.2019 - Manchas de óleo podem ser vistas em alguns pontos da Praia Pontal do Coruripe, no litoral norte de Alagoas Imagem: Ana Leal/Fotográfico/Estadão Conteúdo

Por Luc Cohen

Em Caracas

10/10/2019 11h05

O governo da Venezuela disse nesta quinta-feira que o país não é responsável pelo petróleo que atingiu praias do Nordeste do Brasil, após o ministro do Meio Ambiente dizer que as manchas de óleo provavelmente estão relacionadas a produto da Venezuela.

Em comunicado conjunto, o Ministério do Petróleo e a empresa estatal de petróleo PDVSA disseram que não receberam nenhum relato de clientes ou subsidiárias sobre vazamentos de petróleo perto do Brasil.

"Consideramos as declarações infundadas", disse o comunicado, observando que as manchas estavam localizadas a cerca de 6.650 quilômetros de sua infraestrutura de petróleo. "Não há evidências de vazamentos de petróleo nos campos de petróleo da Venezuela que possa ter causado danos ao ecossistema marinho de nosso vizinho."

Na quarta-feira, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que o petróleo que misteriosamente apareceu em centenas de quilômetros de praias em nove Estados do Nordeste é "muito provavelmente" da Venezuela. As autoridades investigam a origem do petróleo há mais de um mês.

Salles afirmou em uma audiência no Congresso que o vazamento, "acidental ou não", provavelmente veio de um navio estrangeiro. "Esse petróleo que está vindo muito provavelmente é da Venezuela, como disse o estudo do Petrobras. É um petróleo que vem de um navio estrangeiro, ao que tudo indica, navegando perto da costa brasileira", disse Salles em audiência na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

A produção de petróleo da Venezuela despencou nos últimos anos devido ao subinvestimento e má administração e, mais recentemente, às sanções dos EUA à PDVSA, destinadas a forçar a saída do presidente socialista Nicolás Maduro.

O presidente Jair Bolsonaro, está entre os críticos mais importantes de Maduro na América Latina.

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