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Hong Kong tem confrontos entre manifestantes e policiais; lojas e metrô são atingidos

13/10/2019 16h33

Por Jessie Pang

HONG KONG (Reuters) - Ativistas pró-democracia de Hong Kong e a polícia de choque entraram em confronto em cenas caóticas pela cidade neste domingo, com policiais perseguindo manifestantes entre multidões de compradores na hora do almoço.

Protestos em shopping centers na ilha de Hong Kong e no distrito de Kowloon começaram pacificamente por volta do meio-dia, com algumas centenas de pessoas cantando "Free Hong Kong" e outros slogans.

Poucas horas depois, ativistas vestidos de preto saíram às ruas e começaram a destruir lojas e estações de metrô e a erguer barreiras.

A polícia informou que os manifestantes jogaram tijolos e coquetéis molotov nos policiais, e um deles incendiou uma van da polícia no distrito de Sha Tin, em Kowloon. A polícia fez várias prisões e usou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, dizendo que eles usavam "força mínima".

Até a noite de domingo, a maioria dos manifestantes havia se dispersado, mas a polícia de choque permaneceu nas ruas em vários bairros.

O governo de Hong Kong disse que um grande grupo de manifestantes jogou 20 coquetéis molotov na delegacia de Mong Kok, em Kowloon, na noite de domingo. A mídia local informou que barricadas do lado de fora da delegacia foram incendiadas, mas policiais e bombeiros apagaram os incêndios.

Imagens de televisão mostraram compradores gritando e alguns feridos quando a polícia agiu dentro de um shopping. Os manifestantes, muitos usando máscaras para proteger sua identidade, eram frequentemente apoiados por compradores.

Em um shopping, um grupo de policiais, com escudos e botijões de spray de pimenta na mão, foi forçado a recuar sob gritos de compradores até que estivessem fora do shopping.

Em outro incidente, um grupo de 50 compradores dentro de um shopping enfrentou a polícia do lado de fora, cantando "máfia da polícia de Hong Kong". Os compradores aplaudiram quando a polícia partiu.

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