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Conservadores e trabalhistas britânicos prometem grandes investimentos na disputa por eleitores

Primeiro-ministro Boris Johnson faz seu primeiro pronunciamento no Parlamento britânico - AFP
Primeiro-ministro Boris Johnson faz seu primeiro pronunciamento no Parlamento britânico Imagem: AFP

William James e Kylie MacLellan

Da Reuters, em Liverpool e Manchester

07/11/2019 12h35

Os governistas britânicos do Partido Conservador prometeram hoje que gastarão bilhões de libras esterlinas com a infraestrutura, intensificando uma batalha eleitoral com o Partido Trabalhista, principal sigla de oposição no Reino Unido, a respeito de quem está mais bem preparado para fomentar o crescimento e ajudar as regiões em dificuldades.

De olho na eleição britânica de 12 de dezembro, os principais partidos estão assumindo suas posições no campo de batalha: o primeiro-ministro, Boris Johnson, diz ser o único capaz de realizar a separação da União Europeia, e o líder trabalhista, Jeremy Corbyn, afirma que só ele pode oferecer mudanças reais.

Hoje, o foco voltou-se para a economia. Logo depois que o ministro das Finanças, Sajid Javid, prometeu gastar mais 100 bilhões de libras em infraestrutura em cinco anos, seu rival trabalhista John McDonnell apresentou um plano de gastar cerca do dobro desse valor.

Promessas precoces de gastos das duas legendas levaram o Resolution Foundation, um centro de estudos apartidário, a declarar na segunda-feira que o Reino Unido parece estar voltando aos níveis de gastos estatais dos anos 1970, seja quem for que vença a eleição.

Javid disse que os eleitores têm que escolher qual partido é mais confiável para investir mais de forma a fazer a economia crescer sem elevar a dívida.

"A diferença entre os trabalhistas e os conservadores não poderia ser maior do que é. Nós temos um plano responsável que nos permitirá ter uma década de renovação", disse ele em Manchester, cidade do norte inglês.

"Qualquer coisa que John McDonnell prometa hoje, não importa se é uma libra extra, 150 bilhões de libras extras ou um bilhão extra, simplesmente não se pode contar. Antes de ele gastar qualquer parte desse dinheiro, a economia estará arruinada."

A eleição convocada por Johnson para tentar romper o impasse parlamentar sobre o Brexit está tomando a forma de uma disputa entre dois partidos mais do que dispostos a romper com anos de austeridade econômica implementada desde que os conservadores assumiram o poder, em 2010.

Tanto Javid quanto McDonnell viajaram ao norte da Inglaterra para fazer suas propostas, visando cadeiras fora das principais cidades cujos eleitores se sentem pressionados por cortes de gastos e décadas de desindustrialização.

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