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Chefe de polícia da Bolívia diz que não há mandado de prisão contra Morales

Presidente da Bolívia, Evo Morales, concede entrevista coletiva em que anuncia sua vitória na eleição - Aizar Raldes/AFP
Presidente da Bolívia, Evo Morales, concede entrevista coletiva em que anuncia sua vitória na eleição Imagem: Aizar Raldes/AFP

Daniel Ramos

Em La Paz

11/11/2019 08h37

Resumo da notícia

  • Um chefe polícia da Bolívia negou que haja um mandado de prisão contra Evo
  • Evo Morales usou seu perfil no Twitter para denunciar que pode ser preso
  • O boliviano renunciou à Presidência após as acusações de irregularidades na eleição
  • Bolívia é tomada por onda de violência após renúncias de Evo e outros políticos

"Não há mandado de prisão para o presidente da Bolívia, Evo Morales", disse um chefe de polícia boliviano no domingo, em comentários transmitidos em um canal de televisão local.

Morales, que renunciou no domingo em meio a conflitos resultantes da polêmica eleição de 20 de outubro, denunciara anteriormente no Twitter o que chamou de mandado policial "ilegal" para sua prisão, alegando que "grupos violentos" atacaram sua casa.

A renúncia de Morales ocorreu horas depois de o líder convocar novas eleições, pressionado por um relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA), divulgado na madrugada de domingo, que indica "irregularidades" nas eleições.

A convocação de nova eleição foi rejeitada pela oposição, que pediu, junto às Forças Armadas, a renúncia do presidente.

Morales, que assumiu o poder em 2006, ganhou as eleições em 20 de outubro, mas a contagem dos votos foi suspensa inexplicavelmente durante quase um dia, o que provocou acusações de fraude e deflagrou protestos da oposição, greves e bloqueios de estradas no país.

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