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Em debate de lideranças, Boris Johnson promete Brexit rápido

19/11/2019 20h48

Por Elizabeth Piper

MANCHESTER, Inglaterra (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, redobrou suas promessas para o Brexit nesta terça-feira, dizendo que apenas ele pode retirar o Reino Unido da União Europeia de maneira rápida em um debate com o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, de oposição. 

Após o debate que durou cerca de uma hora, as pesquisas mostraram que o público estava dividido sobre quem teria vencido: 51% disseram que Johnson foi o vencedor, enquanto 49% apoiaram Corbyn --um resultado que segundo os analistas era melhor para o líder trabalhista, que está atrás nas pesquisas de opinião. 

Ambos os líderes tentaram debilitar um ao outro no primeiro debate do tipo antes das eleições do dia 12 de dezembro, convocada por Johnson para quebrar o impasse com o Brexit que afeta a posição do Reino Unido no mundo e pesa sobre a quinta maior economia global. 

Em um determinado momento, a mediadora, Julie Etchingham, da ITV, pediu que os dois homens apertassem as mãos e prometessem melhorar o tom do debate político no Reino Unido, que se encontra profundamente dividido desde que os eleitores decidiram aprovar a saída da União Europeia em um referendo em 2016. 

"Nós certamente sairemos do bloco no dia 31 de janeiro porque temos um acordo... pronto para o forno", disse o premiê. 

Johnson promete implementar o acordo de saída negociado com Bruxelas e liderar a saída do Reino Unido da UE até o dia 31 de janeiro. Ele promete cumprir o prazo de 2020 para assegurar um acordo comercial para a relação de longo prazo entre os britânicos e a UE. 

Mas Corbyn disse que, em vez de velocidade, Johnson estava prometendo mais anos de conversações para garantir um acordo comercial no estilo canadense, no qual afirmou que o governo planejava vender o amado serviço público de saúde do Reino Unido. Johnson negou a acusação.

"A idéia de que o acordo do primeiro-ministro Boris Johnson possa ser negociado e finalizado até o final de janeiro é um absurdo", disse Corbyn sob aplausos.

(Reportagem de Kylie MacLellan e Costas Pitas)

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