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Polícia chilena anuncia reformas após alegações de abusos durante onda de protestos

Protesto termina em repressão policial no Chile  - REUTERS/Pablo Sanhueza
Protesto termina em repressão policial no Chile Imagem: REUTERS/Pablo Sanhueza

12/12/2019 15h08

SANTIAGO (Reuters) — A polícia do Chile detalhou nesta quinta-feira reformas profundas em uma força policial assolada por alegações de abusos dos direitos humanos, que vão de tortura a estupro, durante quase dois meses de protestos nas ruas contra o governo.

Mario Rozas, diretor-geral dos Carabineros do Chile, disse que o serviço iniciou investigações internas de 856 casos de supostos abusos e que acredita que muitos deles levarão a acusações.

As manifestações têm abalado o Chile nas últimas semanas, deixando ao menos 26 mortos, milhares de feridos e bilhões de dólares de prejuízos no país outrora estável.

Grupos internacionais de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, denunciaram abusos de direitos humanos recorrentes durante os protestos.

A Sociedade Oftalmológica Chilena disse que mais de 200 pessoas sofreram traumas oculares graves nas manifestações, a maioria devido às balas de borracha da polícia.

Rozas disse que a força policial planeja criar um serviço especial dedicado exclusivamente à manutenção da "ordem pública" durante protestos e reuniões no futuro, tendo como foco a proteção dos direitos humanos.

A polícia ainda pretende rever o uso dos grandes caminhões blindados conhecidos como "guanacos", que usaram canhões de água contra os manifestantes durante semanas, e os veículos conhecidos como "zorrillos", que disparam gás lacrimogêneo.

Uma menina de 15 anos foi atingida por um cilindro de gás lacrimogêneo nesta semana durante um protesto, o que casou revolta generalizada em Santiago.

(Por Dave Sherwood e Fabian Cambero)

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