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Witzel diz que PSC está 'namorando' PSL e busca aproximação para eleições

Para Witzel, mesmo com a saída de Bolsonaro da legenda, o PSL manterá uma bancada forte e representativa no Congresso - Dikran Junior/Futura Press/Estadão Conteúdo
Para Witzel, mesmo com a saída de Bolsonaro da legenda, o PSL manterá uma bancada forte e representativa no Congresso Imagem: Dikran Junior/Futura Press/Estadão Conteúdo

Rodrigo Viga Gaier

03/03/2020 20h18

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O PSC está "namorando" com o PSL, antigo partido do presidente Jair Bolsonaro, e busca uma aproximação já para as eleições deste ano dada a afinidade ideológica entre as legendas, disse o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

Segundo ele, o PSC, comandado pelo pastor Everaldo e que tem Witzel como um dos expoentes, sugeriu a incorporação do PSL, mas a legenda que ajudou a eleger Bolsonaro propôs uma fusão.

O PSL tem uma bancada de mais de 50 deputados federais, além de dois senadores e três governadores. Witzel acredita que, mesmo com a saída de Bolsonaro da legenda, o PSL manterá uma bancada forte e representativa no Congresso, e considera natural o partido preferir uma fusão em vez de uma incorporação.

Uma eventual união entre as duas legendas abriria, em tese, espaço para Witzel ser candidato à Presidência em 2022, embora tenha dito nesta terça-feira que seu objetivo é a reeleição ao governo do Rio de Janeiro.

"Nessas eleições estamos muito próximos, na de 2022 também estaremos próximos, e temos que pensar o Brasil. Sou candidato à reeleição no estado, mas temos que pensar e ter projeto do Brasil", declarou o governador a jornalistas.

Witzel acrescentou ainda que PSL e PSC são liberais "pero no mucho", e entendem que o estado também precisa fazer investimentos para fomentar a economia.

"Esses princípios que temos em comum nos aproximam muito. O PSL tem uma fundação poderosa com milhões mensais em projetos e nós precisamos de um projeto para o Brasil que ainda não encaixou, não decolou e está patinando", disse.

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