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Governo britânico é criticado por insinuar que coronavírus é "grande nivelador"

Prateleiras vazias em um supermercado em Londres, Reino Unido, 19 de março de 2020. Os principais supermercados do Reino Unido solicitaram proteção policial contra os temores de que a compra de pânico por coronavírus possa levar a tumultos (Reino Unido, Londres) EFE / EPA / FACUNDO ARRIZABALAGA - FACUNDO ARRIZABALAGA/EFE
Prateleiras vazias em um supermercado em Londres, Reino Unido, 19 de março de 2020. Os principais supermercados do Reino Unido solicitaram proteção policial contra os temores de que a compra de pânico por coronavírus possa levar a tumultos (Reino Unido, Londres) EFE / EPA / FACUNDO ARRIZABALAGA Imagem: FACUNDO ARRIZABALAGA/EFE

Amber Milne

Londres

09/04/2020 16h40

O governo britânico foi criticado hoje nas redes sociais, sendo acusado de defender a ideia de que o coronavírus é um "grande nivelador" que atinge tanto ricos quanto pobres da mesma maneira.

O debate sobre a ideia —que é rejeitada pela maioria dos especialistas de saúde— de que o vírus impacta todas as pessoas igualmente surgiu depois que uma âncora da rede BBC disse se tratar de um mito veiculado por membros do governo.

"A doença não é um grande nivelador, cujas consequências, todos, ricos e pobres, sofrem igualmente", disse Emily Maitlis no prestigioso programa Newsnight, na quarta-feira à noite.

"Não se sobrevive à doença através da fibra e da força de caráter, seja lá o que for que os colegas do primeiro-ministro nos dirão", disse Maitlis no canal de televisão. "Isto é um mito que precisa ser desmascarado".

O governo disse não ter comentários sobre a polêmica.

O premiê conservador Boris Johnson está hospitalizado com Covid-19, juntando-se a uma série de ministros, membros da realeza e celebridades que se contaminaram.

"O fato de que tanto o primeiro-ministro quanto o secretário de saúde contraíram o vírus é um lembrete de que o vírus não discrimina", disse o ministro do Gabinete, Michael Gove, em coletiva de imprensa no mês passado.

Mas especialistas de saúde disseram que são os pobres e os profissionais na linha de frente do combate à doença que arcam com a maior parte do fardo, já que têm mais probabilidade de entrar em contato com o vírus e menos probabilidade de obter ajuda.

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