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Maioria dos espanhóis acha que rei emérito Juan Carlos não deveria ter deixado país, mostra pesquisa

O rei mérito da Espanha, Juan Carlos I, no casamento de Lady Charlotte Wellesley e Alejandro Santo Domingo - Daniel Perez/Getty Images
O rei mérito da Espanha, Juan Carlos I, no casamento de Lady Charlotte Wellesley e Alejandro Santo Domingo Imagem: Daniel Perez/Getty Images

Graham Keeley

Barcelona (Espanha)

09/08/2020 16h44

Quase dois terços dos espanhóis acreditam que o rei emérito Juan Carlos, que deixou o país esta semana em meio a um escândalo financeiro, não deveria ter ido para o exterior, segundo pesquisa de opinião publicada no domingo.

Juan Carlos, que abdicou em 2014 em favor de seu filho Felipe, anunciou abruptamente sua decisão na segunda-feira, mas não houve confirmação oficial para onde ele foi, dando início a um jogo de adivinhação internacional.

A pesquisa SigmaDos para o jornal conservador El Mundo revelou que 63,3% dos entrevistados consideraram uma má ideia a o ex-monarca de 82 anos ter deixado o país, enquanto 27,2% concordaram com sua partida.

Cerca de 80% disseram acreditar que Juan Carlos deveria enfrentar qualquer processo judicial em potencial. De acordo com a pesquisa, realizada entre 4 e 6 de agosto, 12,4% disseram que ele não tinha o que responder e 7,3% não expressaram uma opinião.

Em junho, a Suprema Corte da Espanha abriu uma investigação preliminar sobre o envolvimento de Juan Carlos em um contrato de ferrovia de alta velocidade na Arábia Saudita, depois que o jornal suíço La Tribune de Geneve informou que ele havia recebido 100 milhões de dólares do rei saudita. A Suíça também abriu uma investigação.

O ex-monarca não está formalmente sob investigação e se recusou repetidamente a comentar as alegações.

O advogado de Juan Carlos disse na segunda-feira que seu cliente estava à disposição da promotoria espanhola, apesar de sua decisão de partir.

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