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Líderes mundiais se reúnem para marcar 75º aniversário da ONU sob desafios da pandemia

21/09/2020 09h27

Por Michelle Nichols

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Os líderes mundiais se reunirão virtualmente nesta segunda-feira para marcar o 75º aniversário da Organização das Nações Unidas, enquanto a pandemia de coronavírus desafia a eficácia e a solidariedade da instituição global.

À medida que a Covid-19, que surgiu na China no ano passado, começou a se espalhar pelo mundo, forçando milhões de pessoas a se abrigar em casa e dando um golpe econômico devastador, os países se voltaram para dentro e diplomatas dizem que a ONU lutou para se autoafirmar.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse à Reuters que a pandemia expôs as fragilidades do mundo. Ele planeja dizer aos líderes mundiais nesta segunda-feira que precisam trabalhar juntos em um momento em que há superávit de desafios multilaterais e déficit de soluções.

O Conselho de Segurança de 15 membros levou meses para apoiar um apelo de Guterres por um cessar-fogo global --para permitir que os países se concentrem na luta contra a doença respiratória-- devido às disputas entre as maiores potências mundiais: China e Estados Unidos.

A Assembleia-Geral de 193 membros adotou uma resolução abrangente sobre uma "resposta ampla e coordenada" à pandemia apenas no início deste mês e não foi por consenso. Os EUA e Israel votaram contra.

Apenas um quarto de um apelo de 10,3 bilhões de dólares, feito pela ONU para subsidiar o combate à pandemia em países vulneráveis ​​e de baixa renda, está financiado. Guterres agora assumiu a liderança para pressionar a garantia de que qualquer vacina contra o coronavírus seja disponibilizada a todos ao redor do mundo.

Um diplomata europeu sênior, falando sob condição de anonimato, disse que a Assembleia-Geral deveria ter agido meses atrás, mas "todos nós fomos prejudicados e atingidos pela Covid-19."

"Todos nós sofremos com o fato de não podermos nos encontrar... Muita atenção foi dada ao processo mais do que ao conteúdo, infelizmente", disse o diplomata europeu. "Eu não colocaria a culpa na ONU como organização, são os Estados-membros que precisam ser mais assertivos e positivos."

(Por Michelle Nichols)

((Tradução Redação Rio de Janeiro, +5521 2223 7141)) REUTERS DM ES