PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Presidente peruano reage furioso a nova tentativa de impeachment no Congresso

23.mar.2018 - Presidente do Peru, Martín Vizcarra, fala após ser empossado no Congresso - Mariana Bazo/Reuters
23.mar.2018 - Presidente do Peru, Martín Vizcarra, fala após ser empossado no Congresso Imagem: Mariana Bazo/Reuters

Marco Aquino

Da Reuters, em Lima (Peru)

21/10/2020 20h28

O presidente do Peru, Martín Vizcarra, reagiu furioso nesta quarta-feira (21) a uma nova tentativa do Congresso de iniciar um processo de impeachment por acusações de corrupção, um mês depois de o político escapar de uma outra tentativa semelhante em meio à crise econômica e sanitária do país.

O presidente do Congresso, Manuel Merino, marcou para amanhã uma sessão plenária para anunciar o pedido de um grupo de parlamentares de iniciar um segundo julgamento político de Vizcarra, a menos de seis meses das eleições gerais peruanas, de acordo com o site do Parlamento.

"Dobrando a esquina estão as eleições", afirmou Vizcarra no Palácio do Governo ao rechaçar o comportamento do Congresso, que classificou como inoportuno. "Quem quer mexer no tabuleiro da democracia? Talvez quem vê que não tem nenhuma possibilidade nessas eleições", questionou o presidente.

O pedido foi feito após publicações de notícias de que Vizcarra supostamente teria recebido, quando era governador há sete anos, um suborno de 2,3 milhões de soles (R$ 3,5 milhões, na cotação atual) de duas empresas que ganharam licitações para realizar obras públicas. Vizcarra nega a acusação.

Depois de informar o plenário do Legislativo sobre a nova iniciativa para destituir Vizcarra, o Congresso deve decidir em outra sessão se admite ou não o processo de vacância presidencial por "incapacidade moral", com pelo menos 52 votos, dos 130 membros do Congresso unicameral, dominado pela oposição.

Se passar esse filtro, o Legislativo aí deve convocar Vizcarra, de 57 anos, para que se defenda. Depois, se o Congresso encontrar mérito nas acusações pode aprovar a destituição do presidente com pelo menos 87 votos.

Internacional