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SP enviará 40 respiradores para Amazonas e disponibilizará leitos para transferência

Doria responsabilizou o governo Bolsonaro pela situação gerada pelo colapso no sistema de saúde de Manaus - MISTER SHADOW/ASI/ESTADÃO CONTEÚDO
Doria responsabilizou o governo Bolsonaro pela situação gerada pelo colapso no sistema de saúde de Manaus Imagem: MISTER SHADOW/ASI/ESTADÃO CONTEÚDO

Eduardo Simões

15/01/2021 15h30

O governo do estado de São Paulo enviará 40 respiradores para o estado do Amazonas e colocará leitos das redes pública e privada à disposição para transferência de pacientes, disse hoje o governador paulista João Doria (PSDB).

Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, Doria responsabilizou diretamente o governo do presidente Jair Bolsonaro pela situação gerada pelo colapso no sistema de saúde de Manaus, capital do Amazonas, onde pacientes em hospitais morreram asfixiados por falta de oxigênio.

"Encaminharemos imediatamente para o Amazonas 40 respiradores produzidos pela Universidade de São Paulo, demonstrando a capacidade tecnológica dessa grande universidade para o atendimento emergencial àqueles que estão sofrendo com a covid-19 no estado do Amazonas", disse Doria, acrescentando que o transporte do material será feito pela companhia aérea Latam.

"Orientei também o nosso secretário de Saúde no Estado de São Paulo a disponibilizar leitos nos hospitais públicos e a gerenciar leitos em hospitais privados para aqueles que puderem ser transportados até São Paulo para o atendimento prioritário", acrescentou.

Doria afirmou que o governo federal é diretamente responsável pela situação vivida por Manaus e disse ter a sensação de que o governo de Bolsonaro, seu desafeto político, "gosta do cheiro da morte".

"Este descomprometimento com a compaixão, com a vida, com a proteção dos brasileiros é mais um resultado do negacionismo do governo Jair Bolsonaro", disparou.

"A culpa é sim do governo federal, da incompetência, da incapacidade, do fracasso de ter optado pelo negacionismo em relação a essa pandemia."

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