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Biden assina decretos sobre clima, imigração e energia em primeiro dia no cargo

Biden assina decretos sobre clima, imigração e energia em primeiro dia no cargo -                                 POOL / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
Biden assina decretos sobre clima, imigração e energia em primeiro dia no cargo Imagem: POOL / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Ted Hesson e Mimi Dwyer e Mica Rosenberg e Kristina Cooke

Da Reuters, em Washington (EUA)

20/01/2021 19h38

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, começou a assinar nesta quarta-feira 15 decretos relacionados à pandemia de coronavírus, mudanças climáticas e desigualdade racial, e também a reverter políticas do seu antecessor Donald Trump.

Os decretos, cumprindo sua promessa de agir rapidamente desde o primeiro dia de governo, iniciaram o processo para que os EUA retornem ao acordo do clima de Paris e incluem a revogação da licença presidencial concedida ao controverso oleoduto da Keystone XL.

As medidas tomadas por Biden encerrarão uma proibição que Trump impôs para a chegada de pessoas de países majoritariamente muçulmanos. Ele também determinou que seu governo reforce um programa de apoio a imigrantes levados aos EUA como crianças.

O novo presidente também ordenou o uso de máscaras e distanciamento social em todos os prédios e terrenos federais e encerrou a declaração de emergência nacional que servia como base para desviar fundos federais para a construção de um muro na fronteira com o México.

Biden também assinou um memorando direcionando o Departamento de Segurança Nacional e o procurador-geral dos EUA a preservar o programa Daca, que protege de deportação imigrantes que chegaram ao país como crianças, e reverter a ordem executiva de Trump que pede fiscalização interna mais rígida à imigração.

Juntas, as ações mostram que Biden está começando seu mandato com um forte foco na imigração, assim como Trump colocou o assunto no centro da sua agenda política até os últimos dias do seu governo. Em uma das poucas aparições públicas após a eleição, Trump visitou uma parte do muro na fronteira com o México, no começo do mês.

A decisão de Biden de imediatamente recuar na proibição de viagens imposta por Trump, que motivou amplos protestos quando foi assinada e foi considerada discriminatória, ganhou elogios de grupos empresariais e defensores da causa da imigração.

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