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"Quantos corpos?", questionou manifestante de Mianmar morto em dia mais sangrento desde golpe militar

Manifestante mostra cápsulas de balas disparadas por forças de segurança em Dawei (Mianmar) para dispersar protesto contra golpe militar - Dawei Watch/AFP
Manifestante mostra cápsulas de balas disparadas por forças de segurança em Dawei (Mianmar) para dispersar protesto contra golpe militar Imagem: Dawei Watch/AFP

28/02/2021 13h48

Um dia antes de ser morto, o engenheiro de rede de internet Nyi Nyi Aung Htet Naing postou no Facebook sobre a cada vez mais violenta repressão militar aos protestos pró-democracia em Mianmar.

"#De_Quantos_Corpos_A_ONU_Precisa_Para_Tomar_Uma_Ação", questionou ele.

Naing foi um dos primeiros mortos a tiros na maior cidade de Mianmar, Yangon, neste domingo (28), dia mais sangrento desde o golpe de 1º de fevereiro que tem gerado protestos diários contra a junta e exigido a libertação da líder eleita Aung San Suu Kyi.

O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas disse que pelo menos 18 pessoas foram mortas e 30 ficaram feridas neste domingo, elevando o número total de manifestantes mortos desde o golpe para pelo menos 21. O Exército diz que um policial morreu nos protestos.

As autoridades não responderam aos pedidos de comentários sobre a violência deste domingo.