PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Conteúdo publicado há
1 mês

Ex-presidente francês Sarkozy é condenado por corrupção, mas deve conseguir evitar a prisão

Ex-presidente francês Sarkozy é condenado por corrupção, mas deve conseguir evitar a prisão - Getty Images
Ex-presidente francês Sarkozy é condenado por corrupção, mas deve conseguir evitar a prisão Imagem: Getty Images

01/03/2021 18h45

Juízes consideraram nesta segunda-feira o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy culpado de tentar subornar um juiz e de tráfico de influência e o condenaram a três anos de prisão, dois deles suspensos.

"Ele se aproveitou de seu status e dos relacionamentos que formou", disse a juíza Christine Mee.

Sarkozy não deve ficar na prisão. Dois anos de sua sentença foram suspensos, e a juíza Mee disse que estava aberta a ele ficar fora da prisão com uma pulseira eletrônica pelo ano restante, embora essa decisão caiba a outro juiz.

Sarkozy, que governou a França de 2007 a 2012, deixou o tribunal sem falar. Ele já havia negado qualquer irregularidade, dizendo-se vítima de uma caça às bruxas de procuradores financeiros que usaram meios excessivos para vasculhar seus assuntos.

Aposentado da política, mas ainda influente entre conservadores, Sarkozy tem 10 dias para apelar do veredicto. Sua advogada confirmou que ele irá recorrer e provar sua inocência.

"Esta decisão é extremamente severa e totalmente injustificada", disse Jacqueline Laffont a repórteres.

Ele é o segundo ex-presidente da França moderna a ser condenado por corrupção —o outro foi o falecido Jacques Chirac.

Procuradores persuadiram os juízes de que Sarkozy ofereceu um cargo invejável ao juiz Gilbert Azibert em Mônaco em troca de informações confidenciais de um inquérito sobre alegações de que ele teria aceitado pagamentos ilegais da herdeira da L'Oréal, Liliane Bettencourt, para sua campanha presidencial de 2007.

Isto veio à luz, disseram, enquanto eles gravavam conversas entre Sarkozy e seu advogado, Thierry Herzog, depois de o primeiro deixar a Presidência. A escuta era relacionada a outra investigação sobre um suposto financiamento líbio para a mesma campanha.

Internacional