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Proposta do voto impresso pode ser levada para votação em plenário, diz Lira

Presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), disse que projeto pode ser levado ao Plenário mesmo se for rejeitado na comissão especial, que vota hoje - Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), disse que projeto pode ser levado ao Plenário mesmo se for rejeitado na comissão especial, que vota hoje Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

05/08/2021 14h28

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou hoje que a proposta que adota o voto impresso para as urnas eletrônicas pode ser levada para votação diretamente pelo plenário da Casa se a comissão especial que trata do tema ultrapassar as 40 sessões da Câmara sem conseguir aprovar o relatório, ou mesmo se ele for rejeitado.

"As comissões especiais não são terminativas, são opinativas, então sugerem o texto, mas qualquer recurso ao plenário pode ser feito", disse Lira, segundo a Agência Câmara de Notícias.

A proposta —uma das principais bandeiras do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) — deve ir à votação nesta tarde na comissão.

Apesar do apoio de Bolsonaro e de aliados dele na Câmara, a tendência é que o texto que vinha sendo discutido seja rejeitado pelo colegiado.

Bolsonaro tem elevado o tom dos ataques ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, por se opor à mudança no atual sistema de votação. Ele se tornou alvo de investigação no TSE e no Supremo Tribunal Federal por levantar suspeitas sem provas sobre as urnas eletrônicas e chegou a ameaçar que pode não haver pleito no próximo ano.

Na tentativa de garantir apoio ao projeto, o relator da proposta do voto impresso e aliado de Bolsonaro, deputado Filipe Barros (PSL-PR), apresentou na quarta uma nova versão da matéria.

Entre outras sugestões de modificação, segundo a Agência Câmara, Barros prevê a contagem pública e manual dos votos.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.