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2 meses

Democratas da Câmara dos EUA admitem redução em projeto de US$3,5 tri de Biden

19/09/2021 15h48

Por David Lawder e Chris Prentice

WASHINGTON (Reuters) - Deputados democratas disseram neste domingo que provavelmente precisarão reduzir o projeto de 3,5 trilhões de dólares em gastos sociais do presidente Joe Biden, enquanto o projeto de infraestrutura bipartidário pode não ser aprovado até o prazo estipulado de 27 de setembro.

A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, também deve segurar o encaminhamento do projeto de infraestrutura de 1,2 trilhão de dólares à sanção de Biden após sua aprovação na Câmara até que o projeto que prevê gastos maiores seja aprovado, disse o presidente do Comitê de Orçamento da Câmara, John Yarmuth, ao "Fox News Sunday" -um movimento que visa garantir que os democratas mais moderados apoiem o projeto.

Os comentários ilustram o difícil caminho que os democratas enfrentam para aprovar a ampla agenda de Biden com pequenas maiorias a cada votação e ferrenha oposição republicana. Os ânimos estão em alta dentro do núcleo democrata, com alas moderadas e progressistas do partido fortemente divididas quanto à escala de gastos.

Os democratas também enfrentam prazos apertados para financiar o governo e aumentar o teto da dívida federal. Falhas em qualquer uma das partes podem afetar a economia e prejudicar a posição do partido junto aos eleitores.

Questionado sobre o valor do aumento dos impostos e dos gastos com creches, educação e energia verde, Yarmuth disse que espera que o valor da proposta "seja um pouco menor que 3,5 trilhões de dólares".

O deputado James Clyburn, o terceiro democrata em ordem hierárquica na Câmara, disse à CNN que o número pode ser menor.

"Podem ser 3,5 (trilhões de dólares), pode ser muito perto disso ou outra coisa. Então, acho que devemos nos concentrar no povo americano para pensar o que é necessário para ficarmos em uma boa situação e então deixar que os números falem por si mesmos", disse Clyburn no programa "State of the Union".

Os democratas pretendem aprovar o grande plano de gastos sem apoio republicano sob as regras de reconciliação do Orçamento e, nesse processo, não podem perder nenhum voto democrata no Senado e apenas três votos na Câmara.