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Equador perde controle de cidade amazônica em protestos contra o governo

22.jun.2022 - Um indígena chuta uma lata de gás lacrimogêneo durante confrontos com a tropa de choque nos arredores da área do parque El Arbolito, em Quito, no Equador - Rodrigo BUENDIA/AFP
22.jun.2022 - Um indígena chuta uma lata de gás lacrimogêneo durante confrontos com a tropa de choque nos arredores da área do parque El Arbolito, em Quito, no Equador Imagem: Rodrigo BUENDIA/AFP

Alexandra Valencia

Da Reuters

22/06/2022 16h03Atualizada em 22/06/2022 16h46

O governo do Equador está tentando retomar o controle da cidade de Puyo, na região amazônica do país, após confrontos violentos que levaram a uma delegacia de polícia ser incendiada durante manifestações contra as políticas econômicas do presidente Guillermo Lasso.

Os protestos acontecem há mais de uma semana, com manifestantes e importantes grupos indígenas enfurecidos com as altas no custo dos alimentos e outros itens básicos.

Os protestos —mais duradouros e maiores do que as manifestações contra o aumento no custo dos alimentos em outubro do ano passado— estão testando a capacidade de Lasso para retomar a economia do país e gerar empregos. Lasso tem uma relação de antagonismo com a Assembleia Nacional do país, onde os parlamentares bloqueiam suas propostas, e tem tido dificuldades para conter o aumento da violência, que atribui às gangues de narcotraficantes.

Manifestantes portando armas de fogo, lanças e explosivos entraram em conflito com soldados em Puyo, na província de Pastaza, na noite de terça-feira, segundo o ministro do Interior, Patricio Carillo.

Os manifestantes incendiaram uma delegacia policial e viaturas de patrulha, tentaram saquear um banco e atacaram civis, afirmou Carillo a jornalistas, culpando grupos radicais pelos incidentes.

"Não podemos garantir a segurança pública em Puyo agora, a infraestrutura policial inteira foi queimada e a entrada da cidade está sitiada", disse.

Líderes de comunidades indígenas amazônicas disseram em nota que rejeitam o vandalismo em Puyo, e acusam as forças de segurança de agravar a violência na cidade.

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