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EUA dizem à ONU que Israel prejudica próprios objetivos com danos a civis em Gaza

Presidência palestina diz que Israel cometeu "massacre abominável" em um acampamento em Rafah. Imagem: EYAD BABA/AFP

29/05/2024 17h29

Israel precisa fazer mais para proteger civis palestinos em Gaza e deveria "retirar todas as barreiras ao fluxo de auxílio humanitário em escala de todas as passagens e rotas" para o enclave, disseram os Estados Unidos ao Conselho de Segurança da ONU nesta quarta-feira.

"O padrão contínuo de danos significativos contra a população civil de incidentes como os ataques aéreos de domingo prejudica os objetivos estratégicos de Israel em Gaza", afirmou o vice-embaixador dos EUA na ONU, Robert Wood, ao conselho com 15 membros.

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Um ataque aéreo no domingo incendiou um acampamento em Rafah, no sul de Gaza, matando pelo menos 45 pessoas. Israel — um aliado dos EUA — disse que visou militantes do Hamas e não tinha a intenção de ferir civis.

O acesso de auxílio humanitário à Gaza tem sido extremamente limitado desde que Israel começou sua incursão militar em Rafah, três semanas atrás, segundo a ONU, com a fome se aproximando do enclave de 2,3 milhões de pessoas. Wood afirmou que é preciso fazer mais para entregar auxílio à Gaza e distribui-lo com segurança.

ESCUDOS HUMANOS

Israel tem lutado para erradicar o Hamas, que governa Gaza, desde um ataque dos militantes no outro lado da fronteira em 7 de outubro, no qual 1.200 pessoas foram mortas e 250 foram sequestradas, segundo contagens israelenses. Acredita-se que 130 reféns continuam em cativeiro em Gaza.

Autoridades de saúde de Gaza dizem que mais de 36.000 palestinos foram mortos na guerra dos últimos sete meses. Israel diz que quer eliminar as últimas grandes formações intactas de combatentes do Hamas escondidos em Rafah e resgatar reféns.

"Israel pode matar qualquer palestino e chamá-lo ou de terrorista ou de escudo humano para justificar o assassinato. Usa esses dois termos de forma extremamente vaga para que eles possam abranger qualquer um e todo mundo", disse o enviado palestino à ONU, Majed Bamya, ao conselho.

O vice-embaixador de Israel na ONU, Jonathan Miller, disse que a guerra poderia terminar se o Hamas libertasse os reféns e abaixasse as armas.

"Mas a realidade é que o Hamas recusa esses termos. O Hamas escolhe manter inocentes como reféns. O Hamas escolhe continuar disparando foguetes. O Hamas escolhe explorar os civis de Gaza como escudos humanos", disse Miller ao conselho.

Wood disse que Israel tem o direito de se defender, mas também precisa proteger os civis e "o fato de que líderes e combatentes do Hamas se escondem entre os civis não diminui" essa obrigação.

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