Otan critica China por apoio à Rússia e defende integração total da Ucrânia, mostra esboço de comunicado

WASHINGTON (Reuters) - Os aliados da Otan se comprometerão a apoiar a Ucrânia em um "caminho irreversível" para a integração e pedirão à China que cesse todo o apoio ao esforço de guerra da Rússia contra Kiev, de acordo com rascunho de comunicado conjunto visto pela Reuters nesta quarta-feira.

A China tornou-se um facilitador decisivo do esforço de guerra da Rússia na Ucrânia e Pequim continua a representar desafios sistêmicos para a Europa e para a segurança, segundo o esboço do comunicado que está sendo desenvolvido na cúpula da Otan em Washington.

Os países da Otan pretendem fornecer à Ucrânia um financiamento mínimo de 40 bilhões de euros no próximo ano e estabelecer um mecanismo para coordenar a entrega de equipamentos militares e treinamento para a Ucrânia, de acordo com o rascunho do comunicado.

Os aliados se comprometerão a apoiar a Ucrânia em seu caminho para a plena integração euro-atlântica, incluindo a adesão à Otan. Um convite para se juntar à aliança será estendido a Kiev quando os aliados concordarem e as condições forem atendidas, informou o documento.

O esboço também discute a importância do Indo-Pacífico para a Otan, já que os acontecimentos lá afetam diretamente a segurança euro-atlântica, e a aliança saúda a cooperação reforçada com os parceiros da Ásia-Pacífico para apoiar a Ucrânia.

A aliança também está preocupada com os desenvolvimentos das capacidades e atividades espaciais da China e pede que Pequim se envolva em discussões sobre a redução de riscos estratégicos, segundo o rascunho.

Os aliados da Otan estão dispostos a manter canais de comunicação com Moscou para mitigar os riscos e evitar uma escalada, de acordo com o documento.

Os países da Otan se reúnem de terça a quinta-feira em Washington para marcar o 75º aniversário da aliança.

(Reportagem de Andrew Gray, Sabine Siebold, Don Durfee)

Deixe seu comentário

Só para assinantes