Premiê espanhol diz que fim do ETA não significa impunidade para separatistas

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, alertou nesta quinta-feira (3) que a organização separatista basca ETA não deve esperar impunidade em razão de sua ...

"Faça o que fizer, o ETA não vai encontrar nenhum resquício para a impunidade de seus crimes", afirmou o chefe de governo conservador, que rejeitou qualquer diálogo com o grupo desde que chegou ao poder em 2011. "O ETA não conseguiu nada quando deixou de matar, porque sua capacidade operacional foi liquidada pelas forças de segurança. Tampouco vai conseguir algo agora com novas operações de propaganda", completou Rajoy, em um evento em Logroño (norte), perto do País Basco.

Fundado em 1959 sob a ditadura de Francisco Franco, acusado de reprimir a cultura basca, o ETA deixou um rastro de violência, com pelo menos 829 mortos, ao longo de quatro décadas em sua campanha pela independência do País Basco e Navarra. Considerado um grupo terrorista pela União Europeia, o ETA matou – em atentados com bombas ou a tiros – políticos, policiais, militares, juristas e civis. O grupo também recorreu a sequestros e extorsões.

Afetada pelas sucessivas operações policiais e diante do repúdio generalizado da população, a organização havia renunciando à violência em 2011. 

Um novo ciclo político

Na quarta-feira (2), por meio de uma carta datando de 16 de abril publicada na imprensa espanhola, o ETA afirmou que "dissolveu completamente todas as suas estruturas" e que "decidiu dar por encerrados seu ciclo histórico e sua função para propiciar um novo ciclo político".

Após 40 anos de atentados, as feridas continuam abertas. Em San Sebastián (norte), uma das cidades mais afetadas pelo ETA, as organizações de vítimas exigiram que a organização assuma seus crimes e ajude a esclarecer os 358 assassinatos não elucidados.

Políticos espanhóis e vítimas ficaram indignadas com a mensagem divulgada pelo ETA no dia 20 de abril, na qual o grupo pediu perdão pelas vítimas "sem responsabilidade" no conflito, dando a entender que os assassinatos de policiais e militares eram legítimos.

(Com informações da AFP)

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