Hezbollah sai vitorioso da eleição no Líbano e confirma influência do Irã no país

O movimento xiita Hezbollah conquistou mais da metade dos assentos no Parlamento libanês após a eleição legislativa realizada no domingo (6).

Hariri disse que seu movimento político sunita perdeu um terço de suas cadeiras no Parlamento. Ele indicou que os resultados, que ainda não foram anunciados oficialmente, dão a seu Movimento Futuro 21 cadeiras do total de 128 do Parlamento. Na legislatura anterior, seu grupo tinha 33 assentos.

Por sua vez, o Hezbollah celebrou o resultado das eleições legislativas. "Há uma grande vitória moral e política pela escolha da resistência", declarou Hassan Nasrallah, líder desse movimento aliado ao Irã, durante um discurso transmitido pela televisão. No entanto, ele preferiu não se avançar sobre o número de cadeiras que teriam sido obtidas por seu partido e por seus aliados.

Grupo visto por Washington como terrorista

Com o resultado, Hezbollah deve conseguir, junto com seus aliados, compor mais facilmente uma maioria sobre temas-chave. Entre eles, o das armas, das quais nunca se desfez desde a guerra civil (1975-1990).

Em um contexto de fortes tensões regionais pelo papel do Irã, principal base de sustentação do movimento xiita, "o Hezbollah aparece em boa situação para ter maior influência no processo decisório" no Líbano, confirmou o cientista político Karim el-Mufti em entrevista à AFP.

Criado nos anos 1980, na esteira da revolução islâmica iraniana para lutar contra Israel, o Hezbollah combate atualmente na Síria ao lado do governo de Bashar al-Assad. Considerado como um grupo terrorista pelos Estados Unidos, o movimento tem cinco de seus membros entre os acusados pelo assassinato, em 2005, de Rafic Hariri, pai do atual premiê libanês. 

As eleições libanesas foram marcadas pelo baixo índice de participação, que chegou a 49,2%, contra os 54% registrados em 2009. O pleito também se caracterizou pela emergência de candidatos da sociedade civil, que desafiaram a oligarquia política tradicional e que podem ter conseguido algumas cadeiras.

(Com informações da AFP)

 

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