Mike Pompeo chega a Pyongyang para discutir cúpula entre Trump e Kim Jong-Un

O chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, chegou a Pyongyang nesta quarta-feira (9) para preparar a cúpula entre Donald Trump e Kim Jong Un. No encontro, que está sendo considerado histórico, os dois líderes discutirão o abandono do programa nuclear norte-coreano.

Esta é a primeira visita de Pompeo como secretário de Estado ao país. Ele chegou hoje proveniente do Japão e se hospedou no hotel Koryo, no centro de Pyongyang. De acordo com um membro da presidência sul-coreana, a visita servirá para definir uma data para o encontro histórico entre o presidente Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong Un. Além disso, Pompeo tentará resgatar três cidadãos americanos detidos no norte do país. Um funcionário do gabinete presidencial da Coreia do Sul pediu que a Coreia do Norte liberte os três norte-americanos, segundo a agência de notícias Yonhap.

Retomada do diálogo

Depois de anos de tensões e sanções cada vez mais rigorosas adotadas contra os programas nucleares e de mísseis da Coreia do Norte, o diálogo com a península acelerou nos últimos meses. Na terça-feira (8), Kim encontrou-se com o presidente chinês Xi Jinping na China - pela segunda vez em seis semanas - destacando os esforços dos aliados na retomada do diálogo.Pequim faz questão de participar das manobras diplomáticas que levaram ao encontro histórico de Kim, no mês passado, com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e a futura cúpula com Trump.

China, Japão e Coreia discutem desnuclearização

Paralelamente, China, Japão e Coreia do Sul defenderam nesta quarta-feira (10) a desnuclearização completa da península coreana e apoiaram a declaração comum assinada pelas duas Coreias durante a reunião de cúpula histórica de 27 de abril.

"Antes de mais nada, concordamos em reconhecer que a desnuclearização completa da península coreana, a instauração da paz imutável e o desenvolvimento das relações entre as Coreias são cruciais", afirmou o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, após uma reunião trilateral em Tóquio.

"Queria agradecer os dirigentes por terem saudado e apoiado a Declaração de Panmunjom", completou Moon. A declaração foi assinada no fim de abril pelo presidente sul-coreano e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, na localidade de Panmunjom, situada na zona desmilitarizada que divide a península.

O texto afirma que "não haverá mais guerra na península coreana" e que "Coreia do Sul e Coreia do Norte Norte confirmam o objetivo comum de obter, por meio de uma desnuclearização total, uma península coreana sem armas nucleares".

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