Documentário inédito traz o relato de 40 sobreviventes dos atentados de Paris

Os irmãos Naudet, donos do documentário 9/11, lançam nesta sexta-feira (1), na Netflix, um trabalho inédito sobre os ataques de novembro de 2015 em Paris, assunto em destaque na imprensa. Em 2001, quando gravavam um documentário sobre os bombeiros de Manhattan, os dois registraram o exato momento em que o primeiro avião se chocava contra as torres gêmeas do World Trade Center. 16 anos depois, os franceses, que moram em Nova Iorque, voltaram a Paris e falaram, pela primeira vez, com 40 sobreviventes dos ataques à capital francesa do dia 13 de novembro de 2015.

"Alí na calçada, vejo uma perna. Após alguns segundos em estado de choque percebo que o que vejo é o que sobrava de um homem bomba". É com o relato do general Boutinaud, comandante dos bombeiros de Paris, que o jornal Aujourd'hui en France inicia a matéria para falar do lançamento do inédito documentário na plataforma de vídeos Netflix.

No dia 13 de Novembro de 2015, França e Alemanha jogavam um amistoso no Stade de France e a banda americana "Eagles of Death Metal" tocava no Bataclan, a famosa casa de shows francesa. O general Boutinaud estava ao lado do estádio e foi um dos primeiros a perceber que ataques terroristas estavam acontecendo na capital francesa. Era o começo de uma noite aterrorizante e sem fim que Jules e Gédéon Naudet traçam em 3 episódios disponíveis a partir desta sexta-feira (01)

Terapia

Como no documentário anterior sobre os atendados de 11 de setembro 2001, onde eles foram os únicos jornalistas a acompanhar os socorristas dentro das torres, "13 de novembro: Terror em Paris" dá bastante espaço aos relatos de bombeiros e membros da polícia antiterrorismo.

O jornal Aujourd'hui en France conta que os irmãos Naudet buscaram fazer um documentário no mesmo espirito do anterior, sempre procurando mostrar o melhor lado do ser humano em situações dramáticas.

Os relatos foram gravados em estúdio. "Precisávamos de um lugar neutro, para tentar criar a sensação de um casulo seguro", contam os irmãos. "Não eram entrevistas, eram como sessões de terapia. No fim, todos estavam exaustos. Após a gravação, continuávamos conversando para ter certeza que estavam bem" concluíram.

Cenas imprevisíveis

O documentário também conta com momentos insólitos, como quando um dos reféns quase caiu na gargalhada ao ouvir a voz estranha do negociador da polícia. Outro refém conta que não pôde deixar de pensar: "Droga, vou ser assassinado por um cara usando calça moletom". Pensamentos dispersos, como um respiro em meio a tanto terror.

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