Italiano Giuseppe Conte será um primeiro-ministro "de fachada"

Após quase três meses das eleições de 4 de março, na Itália nasce um governo populista que deve garantir à União Europeia que o país ...

Gina Marques, correspondente da RFI em Roma

O verdadeiro comando da Itália está nas mãos dos vices Matteo Salvini, líder da Liga - partido ultranacionalista -, e Luigi Di Maio, do Movimento 5 Estrelas, frente antissistema. 

O novo Executivo italiano tem 18 ministros, dos quais sete técnicos não políticos. O economista Paolo Savona, homem da discórdia pelas severas críticas à União Europeia, que classifica como "uma prisão alemã", foi remanejado e para o gabinete dos Assuntos Europeus. Já Giovanni Tria deve guiar o Ministério da Economia e Finanças.

Tria, professor de economia política é simpatizante das ideias da Liga, principalmente no diz respeito à redução de impostos. Uma das primeiras medidas anunciadas por este governo, aliás, é o corte de € 5 bilhões de financiamento no acolhimento dos imigrantes.

Depois do juramento, na tarde desta sexta-feira (1°), o Parlamento italiano vai votar, na próxima semana, a confiança no novo governo. Mas a aprovação não será um problema, pois o Movimento 5 Estrelas e a Liga têm a maioria na Câmara dos Deputados e no Senado.

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