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Primeiro treino da seleção visando México teve filho de Neymar junto aos jogadores

29/06/2018 16h15

Em seu primeiro treino antes de enfrentar o México, a seleção brasileira teve as voltas de Danilo e Douglas Costa entre os jogadores.

Enviado especial a Sochi,

Depois de um dia de folga, a seleção voltou aos treinamentos no final da tarde desta sexta-feira (29) no centro de treinamento onde está concentrada. Na meia hora aberta para a imprensa, os jogadores foram divididos em dois grupos. De um lado os reservas, do qual fizeram parte Douglas Costa e Danilo, que se recuperam de lesões, e de outro os titulares contra a Sérvia, que fizeram treino específico de condicionamento físico.

Acompanhado e brincando com uma bola o tempo todo, Neymar ganhou por alguns minutos a companhia do filho, Davi Lucca, de seis anos, levado à beira do gramado enquanto o grupo se exercitava.

O menino ficou sentado à beira do gramado, observando de pertinho o pai fazendo alongamentos e outras atividades musculares. Antes de começar a corrida com outros jogadores, Neymar fez questão de dar carinho ao filho, que ganhou também atenção do zagueiro Thiago Silva.

Bastante descontraído, sorridente e fazendo brincadeiras e muitas poses para fotógrafos, o camisa 10 da seleção fez questão de demonstrar que se sente bem e feliz.

O lateral esquerdo Marcelo, que sofreu um espasmo muscular na coluna durante o jogo contra a Sérvia, apareceu rapidamente no gramado, mas fez um treinamento separado, de fisioterapia na piscina. Segundo a CBF, ainda não há previsão de quando ele estará totalmente recuperado e ele é dúvida para o jogo contra os mexicanos.

“Só campeões fazem história”    

Convocado para falar com os jornalistas depois do treino, o volante Casemiro negou que a equipe estivesse mais descontraída e alegre do que nos treinos anteriores, e descartou qualquer estratégia para proteger o astro da seleção.

“Proteger o Neymar? Ele é uma estrela mundial há muito tempo. Ele sabe muito bem lidar com as críticas. Nós sabemos da qualidade dele e é sim, um jogador que faz a diferença, e por isso é o grande jogador do Brasil”, afirmou.

Casemiro concordou que a seleção está em evolução desde o início da Copa e a considera bem preparada para enfrentar o México nas oitavas. Sobre o confronto, ele chamou atenção para a esperteza do treinador adversário. Juan Carlos Osorio já passou pelo futebol brasileiro como técnico do São Paulo e é conhecido por ser uma grande estrategista. “Ele é esperto, inteligente e vai querer surpreender contra nós”, avaliou.

Casemiro, um dos últimos a integrar a seleção brasileira após a disputa da final da Champions League, não se sente cansado ou sentindo o desgaste físico da longa temporada. “Tenho 26 anos, ainda posso correr bastante e é um sonho jogar uma Copa do Mundo”, justificou.

Com muitos elogios para a comissão técnica pelas condições de preparação, o volante expressou um agradecimento particular ao treinador Tite, por respeitar seu estilo e manter na seleção as mesmas características de como atua no seu clube, o Real Madrid.

Casemiro também admitiu que seu ex-treinador Zidane teve uma grande contribuição para sua evolução no futebol. “Ele me deu muita confiança e me fez entender o que é a função do primeiro volante”, explicou.

Sem medo de receber um segundo cartão amarelo na próxima partida, que o suspenderia automaticamente de um eventual jogo nas quartas, Casemiro reagiu com bom humour ao ser questionado sobre a qualidade do colchão onde dorme.

O assunto virou notícia depois dos comentários, até mesmo da equipe médica, de que a contusão na coluna de Marcelo poderia estar vinculada ao colchão. “Não tem muito o que falar. Na nossa infância, muitos jogadores dormiram no chão, sem colchão. Não tem o que falar. Cada um coloca a culpa no que for. Eu dormi no chão, sem colchão, cada um tem as suas explicações”, disse.   

Na entrevista coletiva, realizada no dia em que a Seleção comemora seis décadas da conquista do primeiro troféu de campeão mundial, marcada pelas atuações de Pelé e Mané Garrincha, Casemiro constatou: “Até hoje, 60 anos depois, foram jogadores que ficaram para a história. É o nosso propósito. Quem ganha títulos é que fica para a história. É o que estamos tentando fazer”, concluiu.