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Em primeira entrevista como presidente, Bolsonaro confirma vontade de ter Moro na equipe

30/10/2018 00h35

Jair Bolsonaro escolheu a TV Record para sua primeira entrevista como presidente eleito.

Enviado especial ao Brasil

O presidente eleito preferiu não avançar os nomes de seus possíveis ministros, com exceção de Marcos Pontos para a pasta de Ciências e Tecnologia. “O duro é você confirmar o nome e depois ter que mudar”, se esquivou. Mas foi direto ao ser questionado sobre os rumores de que nomearia o juiz Sérgio Moro para seu governo. “Eu pretendo, sim, não só para o Supremo, quem sabe até para o ministério da Justiça (…) Se houver interesse da parte dele, ele será uma pessoa de extrema importância em um governo como o nosso”, disse o novo chefe de Estado.

Bolsonaro respondeu calmamente a vários temas polêmicos, como a situação das minorias. “Não interessa a nossa diferença de cor da pele, de opção sexual, região que você nasceu, gênero. Nós somos iguais, como está no artigo 5° da Constituição. Não podemos pegar certas minorias e achar que têm superpoderes e são diferentes dos demais. Se nós conseguirmos a igualdade para todo mundo, todos se sentirão satisfeitos”.

O presidente eleito também falou de política internacional, lembrando que “ninguém quer implodir o Mercosul”, mas que a Venezuela não deveria participar do bloco. Bolsonaro também frisou que pretende ir aos Estados Unidos ainda este ano.

Algumas estatais servem de cabide de empregos

Já sobre aspectos econômicos, disse que alguns números que vem recebendo da equipe de transição são “estarrecedores”, como a quantidade de funcionários em algumas empresas públicas. “Certas estatais são deficitárias e servem apenas como cabide de empregos”, disse.

Bolsonaro também lançou críticas severas a alguns movimentos sociais. “Quando se vê o pessoal do MST invadindo propriedades, depredando, matando animais, tocando fogo em prédios, você fica indignado”, declarou, defendo um melhor enquadramento dos militantes. “No que depender de mim, qualquer invasão, seja feita pelo MST ou pelo MTST terá que ser tipificada como terrorismo. A propriedade privada é sagrada, não interessa se é urbana ou rural”, disse o presidente eleito, lembrando que pretende armar os fazendeiros e que recusa o diálogo com esses movimento sociais.