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Governador palestino de Jerusalém é preso pela segunda vez

25/11/2018 15h06

A polícia de Israel prendeu nesse domingo (25) o governador palestino de Jerusalém, Adnan Gheith, pela segunda vez em um mês.

A polícia de Israel prendeu nesse domingo (25) o governador palestino de Jerusalém, Adnan Gheith, pela segunda vez em um mês.

Gheith compareceu a um tribunal de Jerusalém, que se pronunciou a favor de que ele permaneça detido até o próximo dia 29.

A juíza indicou ter provas secretas contra Gheith e justificou sua prisão alegando colaboração ilegal com as forças de segurança da Autoridade Palestina, o que Israel interpreta como violação dos acordos de Oslo.

Adnan Gheith havia sido detido por dois dias em 20 de outubro, dentro de uma investigação sobre atividades ilegais da Autoridade Palestina em Jerusalém, segundo o serviço israelense de inteligência e segurança interna, Shin Bet. Gheith foi proibido de ir à Cisjordânia ocupada.

Segundo a imprensa israelense, sua detenção está ligada à prisão, em outubro, pela Autoridade Palestina, de um homem palestino acusado de vender propriedades a um judeu em Jerusalém Oriental, o que é proibido pela Autoridade Palestina, a fim de evitar o aumento da colonização dos bairros palestinos na Cidade Sagrada.

Deputados israelenses pediram que Israel faça com que o palestino seja libertado. O jornal Haaretz o identifica como Issam Akel e diz que ele possui cidadania americana.

O tribunal deu a entender nesse domingo que a prisão de Gheith está relacionada à polêmica venda, mas que foi determinada com base em outros elementos.

De acordo com Fouad Hallaq, conselheiro da Organização de Libertação da Palestina (OLP), a prisão de Adnan Gheith é parte de uma série de medidas israelenses para pressionar os líderes palestinos a libertarem Akel.

Advogados de Gheith insistiram que nenhum crime havia sido cometido, dizendo que "a prisão seria para evitar que o acusado pudesse exercer suas funções" de governador de Jerusalém, que são garantidas pelos acordos de Oslo assinados em 1994.