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Austrália: alunos manifestam para pedir ações contra aquecimento global

2018-11-30T12:39:50

30/11/2018 12h39

Estudantes das maiores cidades australianas organizam manifestações nesta sexta-feira (30) para salvar o clima, a poucos dias da abertura da COP 24, a Conferência para o Clima em Katowice, na Polônia. O país vive fenômenos meteorológicos extremos, com secas, incêndios e tempestades em várias regiões.

Estudantes das maiores cidades australianas organizam manifestações nesta sexta-feira (30) para salvar o clima, a poucos dias da abertura da COP 24, a Conferência para o Clima em Katowice, na Polônia. O país vive fenômenos meteorológicos extremos, com secas, incêndios e tempestades em várias regiões.

Caroline Lafargue, correspondente da RFI em Melbourne

Centenas de alunos que integram a Ação Climática, uma associação de esquerda, desfilarão em Melborne para denunciar a falta de ações concretas na luta contra o aquecimento global. Pela primeira vez, os australianos fazem greve contra a inércia do governo liberal. É o caso de Morgane Rayburg, que aos nove anos declara “saber mais do que o primeiro-ministro australiano, Scott John Morrison, sobre a mudança climática”. Segundo ela, “ele deveria voltar para a escola”.

Morgane faz parte de uma geração que enfrentará as consequências catastróficas do aquecimento global se nada for feito a curto prazo. Seu sonho é que o ar seja puro, que as pessoas utilizem energia solar e que haja mais florestas urbanas.

Estudantes querem que disciplina sobre aquecimento global seja obrigatória

A inspiração dos pequenos grevistas é a jovem Greta Thunberg, uma estudante sueca que faz plantão toda semana diante do Parlamento do país, exigindo medidas para o clima. Sua ação emocionou Harriet O’Shea-Carre, 14 anos, que lançou o movimento dos alunos na Austrália.

“Queremos que uma disciplina para estudar o aquecimento global seja obrigatória na escola. Esse não é o caso em nosso colégio. Também queremos que o governo bloqueie a mina de carvão operada pelo grupo indiano Adani, e feche outras minas”, disse a estudante. O governo australiano já anunciou que não renunciará ao carvão.

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