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França: governo reforça segurança para evitar novo tumulto dos "coletes amarelos" na Champs Elysées

2018-11-30T09:25:52

30/11/2018 09h25

O ministro do Interior francês, Christophe Castaner, determinoua suspensão da circulação de carros na avenida Champs Elysées, neste sábado (1). Os "coletes amarelos", movimento popular que surgiu para protestar contra a alta do preço dos combustíveis, organizam amanhã uma nova manifestação na famosa avenida de Paris.

O ministro do Interior francês, Christophe Castaner, determinoua suspensão da circulação de carros na avenida Champs Elysées, neste sábado (1). Os “coletes amarelos”, movimento popular que surgiu para protestar contra a alta do preço dos combustíveis, organizam amanhã uma nova manifestação na famosa avenida de Paris.

Segundo o ministro, o acesso à avenida será permitido apenas aos pedestres, depois de um controle de identidade e uma revista em bolsas e sacolas. O objetivo é evitar um novo tumulto como o ocorrido no último sábado (24), que deixou 19 feridos, lojas saqueadas e um cenário de guerra em um dos cartões postais de Paris.

De acordo com ele, os coletes amarelos serão autorizados a entrar na avenida, mas serão revistados, como os outros pedestres. “Sabemos que a extrema direita e a extrema esquerda estão se mobilizando mais uma vez para promover um quebra-quebra”, declarou Castaner ao canal de TV France 3.

Segundo o ministro, o dispositivo permitirá “proteger a avenida se houver tentativas de saques ou provocações”. Ele afirmou também que seus autores serão presos e “entregues à Justiça”. O objetivo é proteger os comerciantes.

Os “coletes amarelos” querem pressionar o governo francês depois de diversos anúncios julgados “insatisfatórios”. Na terça-feira (27), o presidente francês, Emmanuel Macron, propôs uma rodada de negociações de três meses para analisar a criação de um “mecanismo de revisão dos impostos sobre os combustíveis em função da oscilação do preço do petróleo”, e uma discussão sobre as modalidades da chamada “transição ecológica”.

Macron diz que vai continuar reformas

Em Buenos Aires, onde participa do G20, Macron reafirmou, em um discurso diante da comunidade francesa, que compreende a “raiva legítima, a impaciência e o sofrimento do povo que quer viver melhor”, mas que ao mesmo tempo daria continuidade “à sua política de reformas.”

Hoje o primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, conversará com representantes do movimento. Nesta quinta-feira (29), ele recebeu Patrick de Perglas, um colete amarelo que iniciou uma greve de fome no dia 19 de novembro.

O representante do partido de extrema esquerda, França Insubmissa, Jean Luc Mélenchon, disse que participará da manifestação deste sábado na avenida Champs Elysées. A líder de extrema direita Marine Le Pen, do Reagrupamento Nacional, pediu em entrevista à rádio Europe 1 que o protesto fosse autorizado. “Uma proibição seria uma humilhação extra”, disse Le Pen.

O movimento chega hoje ao seu 14° dia de mobilização. Várias barreiras foram instaladas em diversas rodovias, principalmente no sul, na região de Rhône-Alpes, onde está situada a cidade de Lyon.

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