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Encontro conservador termina em Verona com marcha em azul e rosa

31/03/2019 15h02

Milhares de pessoas participaram, neste domingo (31), na cidade italiana de Verona (nordeste), da Marcha das Famílias para encerrar um congresso mundial organizado por militantes ultraconservadores, antiaborto e defensores de um modelo de família tradicional.

Milhares de pessoas participaram, neste domingo (31), na cidade italiana de Verona (nordeste), da Marcha das Famílias para encerrar um congresso mundial organizado por militantes ultraconservadores, antiaborto e defensores de um modelo de família tradicional.

Os participantes da marcha, provenientes de todas as partes da Itália, carregavam bolas e cartazes azul e rosa com dizeres como "Deus, pátria, família" ou "Sim à vida, não ao aborto".

Antes do início da marcha, ao meio-dia local, os organizadores do 13° Congresso Mundial das Famílias fizeram seu pronunciamento final: "A família de pilares fundamentais de nossa sociedade deve estar no centro das políticas governamentais".

A marcha ocorre após uma outra manifestação, no sábado, em Verona, reunir entre 20.000 e 30.000 mulheres de toda a Europa para denunciar o discurso defendido pelos conservadores, considerado "retrógrado e preconceituoso".

O Congresso também destacou as divisões profundas que existem sobre os direitos civis dentro da maioria governante na Itália, formada pela Liga (extrema direita), do ministro do Interior Matteo Salvini, e o Movimento 5 estrelas (M5S , antissistema), de Luigi Di Maio.

Salvini e Di Maio divergem sobre congresso

Convidado do congresso, Salvini reafirmou seu apoio ao modelo de família "formada por um pai e uma mãe", enquanto rejeitou algumas posturas dos políticos que se opõem ao adiamento da lei que legaliza o aborto na Itália (aprovada em 1978) e contra as uniões civis entre casais do mesmo sexo (em vigor desde 2016).

"Não tocamos na lei 194. Não há debate sobre o aborto e o casamento, todos fazem amor com quem quiserem", afirmou Salvini no sábado.

Ele é um firme opositor da adoção de crianças por casais homoafetivos, que não é contemplada pela lei, mas é regularmente admitida pela jurisprudência.

Já Di Maio não participou do Congresso das Famílias, e chegou a criticar o evento onde, segundo ele, "fanáticos" que defendem uma visão de mundo "que pertence à Idade Média" se reúnem.

(Com informações da AFP)