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Trump envia mais reforço militar ao Oriente Médio e tensão cresce na região

2019-05-25T05:18:16

25/05/2019 05h18

O presidente americano Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (24) o envio de mais 1.500 militares ao Oriente Médio. A medida, segundo a Casa Branca, é "necessária" diante dos anúncios feitos pelo Irã. Para o governo iraniano, a medida "é um risco para a paz internacional".

O presidente americano Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (24) o envio de mais 1.500 militares ao Oriente Médio. A medida, segundo a Casa Branca, é "necessária" diante dos anúncios feitos pelo Irã. Para o governo iraniano, a medida "é um risco para a paz internacional".

Em visita ao Paquistão, o ministro das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, disse que "a presença americana na região ameaça a segurança internacional." A declaração foi divulgada pela agência de imprensa oficial Irna. "Os americanos mencionam essas ameaças iranianas para justificar sua política hostil e criar tensões no Golfo", declarou o representante iraniano.

Segundo o Pentágono, nenhum dos 1500 soldados será enviado ao Iraque ou à Síria. "São forças de defesa", segundo Katie Wheelbarger, sub-secretária de Defesa encarregada das questões ligadas à segurança internacional. Os Estados Unidos já têm, atualmente, 70.000 soldados estacionados em uma área que vai do Egito ao Afeganistão.

Washington acusou o governo iraniano nesta sexta-feira (24) de estar diretamente ligado à sabotagem que atingiu quatro petroleiros na costa dos Emirados Árabes Unidos, no dia 12 de maio.

Irã volta a enriquecer urânio

O Irã anunciou na semana passada que multiplicaria por quatro a taxa de enriquecimento de urânio a baixo teor radioativo existente no país, depois de suspender os compromissos assumidos no acordo nuclear, em 2015.

O Acordo de Viena autorizava o país a manter no máximo 300 quilos de urânio de até 3,67% de teor radioativo e enviar o excedente para o exterior, onde poderia ser vendido ou estocado. Após a retirada unilateral dos Estados Unidos do compromisso e o restabelecimento de algumas sanções econômicas, o governo iraniano julgou que não seria mais obrigado a respeitar esse ponto do documento.

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