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'Beijo hétero' de Bolsonaro pode não salvar carreira de Moro, diz Le Monde

O Presidente Jair Bolsonaro chega acompanhado pelo Ministro da Justiça, Sérgio Moro - Andre Coelho/Folhapress
O Presidente Jair Bolsonaro chega acompanhado pelo Ministro da Justiça, Sérgio Moro Imagem: Andre Coelho/Folhapress

14/06/2019 09h29

O Brasil está na imprensa francesa por diversos assuntos nesta sexta-feira (14). Sérgio Moro, greve geral, Neymar e até o pedido de desculpas do presidente Jair Bolsonaro à deputada Maria do Rosário chamam a atenção dos jornais.

Na continuidade da cobertura sobre as revelações das conversas entre o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, o diário Le Monde publica uma reportagem na qual explica que Bolsonaro mantém apoio "infalível" ao seu ministro da Justiça, qualificado pelo presidente como um magistrado que "faz parte da história do Brasil".

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Depois de explicar os últimos acontecimentos do caso, o diário destaca que, apesar dos "questionamentos" quanto à "imparcialidade" de Moro, aquele que até pouco tempo atrás era visto como um "salvador da pátria" ainda reúne "sólidos apoiadores", em especial eleitores de Bolsonaro.

Mas o jornal centrista ironiza que "o beijo hétero" enviado pelo presidente a Moro no Dia dos Namorados "pode não ser suficiente para salvar a carreira e a imagem" do ex-juiz. Em poucos dias, o ministro perdeu dez pontos de popularidade, conforme uma pesquisa citada pelo Monde.

Desculpas a Maria do Rosário

O presidente brasileiro volta a aparecer na imprensa pela greve geral, convocada para esta sexta-feira, e também pelo pedido de desculpas que foi obrigado a fazer pela Justiça a fazer à deputada Maria do Rosário.

Bolsonaro foi condenado a se retratar publicamente e a indenizar a parlamentar, por afirmar que ela "não merecia ser estuprada", durante uma discussão na Câmara dos Deputados, em 2003.

Veja discussão entre Bolsonaro e Maria do Rosário em 2003

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O diário conservador Le Figaro destaca que "Bolsonaro se desculpa de um insulto sexista". O texto lembra que, mais de dez anos depois da briga, o atual presidente ainda reiterou as afirmações e acrescentou que Rosário era "muito feia" e "não fazia o gênero" dele.

Neymar "aliviado"

Outro assunto que leva o Brasil às páginas dos jornais franceses é o "affaire Neymar", que teve um novo capítulo após o último depoimento do craque à polícia, nesta quinta-feira (13), sobre as acusações de estupro e agressão. O correspondente do jornal L'Équipe no Rio de Janeiro acompanhou o caso e informa que, "diante do escândalo, o jogador garantiu estar 'tranquilo' de que 'a verdade vai aparecer cedo ou tarde'".

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O texto observa que Neymar saiu da delegacia "visivelmente aliviado" por explicar à polícia que deu tapas na mulher que o acusa, Najila Trindade, porque "ela pediu". L'Équipe sublinha que dezenas de fãs esperavam o craque na saída e que ele conta com o apoio do treinador da Seleção Brasileira, Tite. O técnico voltou a lamentar a ausência do atacante na Copa América, devido a uma lesão na canela.

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