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ONG Open Arms rejeita proposta espanhola para receber navio com migrantes

18/08/2019 13h30

A organização espanhola de ajuda humanitária responsável pelo barco Open Arms recusou neste domingo (18) a proposta do governo espanhol para receber em Algeciras a embarcação, que leva mais de cem refugiados a bordo. França vai receber 40 pessoas.

A organização espanhola de ajuda humanitária responsável pelo barco Open Arms recusou neste domingo (18) a proposta do governo espanhol para receber em Algeciras a embarcação, que leva mais de cem refugiados a bordo. França vai receber 40 pessoas.

A ONG rejeitou a oferta, alegando que a situação é de emergência e que as condições a bordo já estão muito degradadas para uma viagem de cerca de seis dias até Algeciras, ameaçando a segurança dos 105 migrantes e da tripulação.

O Open Arms espera há duas semanas autorização para desembarcar em Lampedusa, na Sicília. Apesar de um acordo europeu para repartir os migrantes, o ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, proibiu o acesso do barco ao porto.

O Open Arms conseguiu desembarcar ontem em Lampedusa 27 menores nao acompanhados.

A França se comprometeu a acolher 40 pessoas do grupo, informou neste domingo o ministério francês do Interior.

O Ocean Viking, barco humanitário das ONGS SOS Méditerranée e Médicos sem Fronteiras, que saiu dia 4 de agosto de Marselha, continua sem porto para atracar após recolher 356 refugiados no mar. O navio está no meio caminho entre Malta e Lampedusa.

Migrantes preferem arriscar a vida

A Marinha líbia anunciou, neste domingo (18), ter resgatado 335 migrantes e recuperado o corpo de mais uma pessoa em duas operações separadas ao norte da capital, Trípoli.

Num dos grupos, a maioria é sudanesa, mas também há cidadãos do Chade, do Egito, da Nigéria, de Benin e da Eritreia.

Desde a queda do ditador Muammar Khadafi em 2011, a Líbia se viu mergulhada no caos, com vários grupos armados em confronto e dois governos rivais.

Apesar dos riscos de uma viagem pelo mar rumo à Europa, os migrantes preferem tentar a sorte a permanecer em seu país, onde são, com frequência, submetidos a abusos, extorsões e torturas.

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