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"A Amazônia deve ser protegida", diz secretário-geral da ONU

22/08/2019 16h36

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, declarou nesta quinta-feira (22) estar "profundamente preocupado" com os incêndios que devastam áreas importantes da Amazônia.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, declarou nesta quinta-feira (22) estar "profundamente preocupado" com os incêndios que devastam áreas importantes da Amazônia.

"Estou profundamente preocupado com os incêndios na floresta amazônica. Em meio à crise climática global, não podemos permitir mais danos a uma fonte importante de oxigênio e biodiversidade", disse ele no Twitter. "A Amazônia deve ser protegida", enfatizou Guterres.

Imprensa francesa

As imagens dos milhares de focos de incêndio registrados nos últimos dias na Amazônia, e a acusação reiterada pelo presidente Jair Bolsonaro de que o fogo seria provocado pelas ONGs, geram intensa repercussão no exterior. Na França, os canais de TV exibiram ao longo de toda a quinta-feira reportagens sobre o que consideram uma ameaça maior ao planeta.

"No Brasil, os incêndios devastam a Floresta Amazônica" é a manchete do site da rádio e televisão FranceInfo. "O pulmão do planeta tomado pela fumaça", diz a matéria, acompanhada por um vídeo que mostra a vegetação em chamas.

FranceInfo ressalta que o presidente Jair Bolsonaro acusa as ONGs de terem incendiado a floresta para "chamar atenção" contra seu governo. A emissora também destaca que, devido à seca e ao desmatamento, as queimadas tiveram um aumento de 83% no Brasil.

O canal BFM TV salienta que as chamas atingem os estados do Amazonas, Rondônia e Roraima, no norte, mas também o Mato Grosso, no centro-oeste. "Esses incêndios são principalmente provocados para transformar as áreas de florestas em zonas de plantação ou criação de animais. A prática é proibida neste período do ano e, ainda assim, é muito utilizada", informou a reportagem.  

A dois dias da abertura da cúpula do G7, em Biarrtiz (sudoeste), as ONGs francesas cobram uma reação forte do presidente Emmanuel Macron e dos demais líderes dos países ricos contra as queimadas.

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