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FMI prevê melhora para economia brasileira, apesar da redução do crescimento mundial

Segundo projeções, espera-se que a economia do Brasil avance 2,2% em 2020 e 2,3% em 2021 - Gabriela Biló/Estadão Conteúdo
Segundo projeções, espera-se que a economia do Brasil avance 2,2% em 2020 e 2,3% em 2021 Imagem: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

20/01/2020 13h02

O Fundo Monetário Internacional reduziu nesta segunda-feira (20) sua expectativa de crescimento global para este ano. A instituição é mais otimista sobre a situação do Brasil, que deve crescer nos próximos anos.

O Fundo Monetário Internacional reduziu hoje sua expectativa de crescimento global para este ano. A instituição é mais otimista sobre a situação do Brasil, que deve crescer nos próximos anos.

O FMI disse que o crescimento global alcançará 3,3% em 2020, contra 2,9% em 2019. No entanto, a previsão é mais baixa que a anterior, quando a instituição apontava um crescimento de 3,4%. Essa ligeira revisão se deve à persistência dos riscos geopolíticos, explicou o Fundo durante o Fórum Econômico Mundial de Davos.

A América Latina continuará com crescimento baixo. As projeções foram reduzidas para 1,6% em 2020, e 2,3% em 2021 — abaixo da média mundial, informou o FMI na atualização de seu informe econômico mundial de outubro (WEO, na sigla em inglês). O prognóstico regional foi revisto devido a uma queda na previsão de crescimento do México em 2020 e em 2021 e ao desempenho ruim do Chile.

Já o Brasil deve crescer mais nos próximos anos. Após uma alta das estimativas, espera-se que a economia do país avance 2,2% este ano, e 2,3% no ano que vem.

A entidade explicou a revisão em alta de 0,2 ponto em 2020 na maior economia da região com "uma melhora na confiança após a aprovação da reforma da Previdência e menos interrupções do fornecimento no setor de mineração".

EUA e China

No mundo, a relação entre China e Estados Unidos, as maiores economias globais, continua abalada por "disputas não resolvidas". "Erros de política nesse estágio podem enfraquecer ainda mais a própria economia global", alertou o Fundo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na semana passada um acordo com a China que atenua o conflito comercial entre as duas potências. As tarifas sobre dois terços dos produtos importados da China continuam, porém, em vigor.

A trégua levou a uma melhoria do prognóstico de crescimento do PIB da China a 6% em 2020, com uma leve queda a 5,8% no ano seguinte. A economia chinesa já estava, contudo, em desaceleração.

Para os EUA, o FMI recortou em apenas um décimo, a 1,6%, sua expectativa de crescimento neste ano, e manteve a mesma taxa para 2021.

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, disse na sexta-feira que os dois países têm recursos o suficiente para resolver todas as suas disputas comerciais.

Desaceleração na Índia

As perspectivas econômicas melhoraram um pouco para a União Europeia e a Grã-Bretanha, com a clareza maior nas perspectivas para o Brexit.

Já a situação da Índia preocupa. A previsão de crescimento esperado para o país passou de 1,2 ponto este ano, e 0,9 ponto em 2021.

Embora a expansão permaneça relativamente robusta (5,8% em 2020, e 6,5% em 2021), não é suficiente para reduzir a pobreza nessa economia, avaliou o FMI.

A Índia tem sido um dos países que mais crescem e se tornou um fator-chave para o crescimento econômico global, em um contexto de expansão lenta das economias avançadas. Mas o Fundo reduziu suas projeções, em função de uma queda maior do que o esperado na demanda doméstica, assim como de pressões crescentes no sistema financeiro indiano.

(Com informações da AFP)

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