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Coronavírus: Papa cancela compromissos e realiza missa 'digital' no Vaticano

07/03/2020 14h17

A epidemia de coronavírus na Europa alterou até a rotina do Papa Francisco, no Vaticano. Um comunicado oficial anunciou neste sábado (7) que o pontífice cancelou todas as aparições publicas por tempo indeterminado. Pela primeira vez, Francisco realizará sua missa dominical através de vídeo e streaming, e não em público.

A epidemia de coronavírus na Europa alterou até a rotina do Papa Francisco, no Vaticano. Um comunicado oficial anunciou neste sábado (7) que o pontífice cancelou todas as aparições publicas por tempo indeterminado. Pela primeira vez, Francisco realizará sua missa dominical através de vídeo e streaming, e não em público.

Nada mais é como antes do quartel de Abrantes, desde que a epidemia do Covid-19 explodiu em dezembro, na China. Agora, foi a vez do vaticano alterar sua rotina para prevenir "contaminações".

"A oração do Ângelus ocorrerá na biblioteca do Palácio Apostólico e não na Praça dSão Pedro, pela janela. A oração será transmitida ao vivo pelo Vaticano News e através de telões espalhados na Praça São Pedro, para que os fiéis possam participar ", afirmou o Vaticano, em comunicado oficial.

A decisão "foi necessária para evitar os riscos de disseminação do Covid-19 ligados à formação de agloremações durante os controles de acesso à Praça São Pedro", afirmou o Vaticano. A audiência semanal do papa na quarta-feira "ocorrerá nas mesmas condições".

O Ângelus de domingo e a audiência de quarta-feira representam uma grande atração para os peregrinos e turistas que vêm a Roma, ansiosos para ver o Papa em carne e osso. A multidão presente deve, portanto, ser bastante reduzida neste domingo (8), após o anúncio do Vaticano.

Além disso, até domingo, 15 de março, as missas em Santa Marta, a residência do Papa no Vaticano, foram canceladas.

Primeiro caso

A Cidade do Vaticano, o menor Estado do mundo, anunciou seu primeiro caso de coronavírus na sexta-feira (6).

O mesmo foi detectado em um modesto centro médico, localizado não muito longe de uma das portas de acesso ao território desse microestado, de 44 hectares (0,44 km2) e 450 habitantes, incluindo uma centena de guardas suíços, que vivem em um quartel.

O centro médico normalmente recebe os habitantes - empregados ou aposentados - do Vaticano, bem como membros do clero.

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