PUBLICIDADE
Topo

França aceita ajuda de médicos cubanos para lutar contra a Covid-19 nas Antilhas Francesas

31/03/2020 09h29

O governo francês aceitou o envio de médicos cubanos para colaborar no atendimento de pacientes da Covid-19 nos departamentos ultramarinos do mar do Caribe. O reforço é bem-vindo pelos médicos das Antilhas Francesas, principalmente por levar ajuda a áreas consideradas como "desertos médicos". Para Cuba, a pandemia do novo coronavírus é uma ocasião adicional de promover sua medicina de padrão internacional.

O governo francês aceitou o envio de médicos cubanos para colaborar no atendimento de pacientes da Covid-19 nos departamentos ultramarinos do mar do Caribe. O reforço é bem-vindo pelos médicos das Antilhas Francesas, principalmente por levar ajuda a áreas consideradas como "desertos médicos". Para Cuba, a pandemia do novo coronavírus é uma ocasião adicional de promover sua medicina de padrão internacional.

Domitille Piron, correspondente da RFI em Havana

De acordo com o decreto do governo francês, os médicos cubanos vão atuar nas ilhas de Martinica, Guadalupe, Saint-Pierre-et-Miquelon e também na Guiana Francesa, todos afetados pelo coronavírus.

A senadora da Martinica, Catherine Conconne, ficou satisfeita que sua proposta tenha sido aprovada por decreto. "Os médicos cubanos vão reforçar as equipes de nossos hospitais universitários. Faltam especialistas em algumas áreas e temos dificuldade em atrair médicos europeus para a região. Esta alteração na legislação nos permite buscar recursos nas relações fraternas que mantemos com os cubanos, aqui ao lado. Então, para mim, é uma vitória, uma grande alegria. Que este decreto venha em meio à crise do coronavírus é muito bom", disse a senadora à reportagem da RFI.

Cubanos estão presentes em 38 países contra o coronavírus

Cuba tem o dobro de médicos por habitante do que a França. Com a colaboração dos profissionais enviados por Havana, as autoridades francesas poderão atenuar a pressão da demanda nos "desertos médicos" do Atlântico. "Ir aonde ninguém quer praticar a medicina" é o lema das missões médicas cubanas.

Atualmente, a ilha está enviando suas brigadas de jaleco branco para 38 países, a fim de combater a epidemia do novo coronavírus. Na Europa, Itália e Andorra já aceitaram a ajuda cubana.

Em Havana, o governo que foi desafiado recentemente pelos críticos da "escravidão" de seu sistema de intercâmbio de médicos e pela retirada de seus profissionais dos países latino-americanos governados pela direita, tem agora a ocasião de colocar em prática o princípio de solidariedade que norteia seu sistema de saúde. Em 2014, durante a epidemia do vírus Ebola na África, os médicos cubanos já deram um apoio crucial para controlar a doença.