PUBLICIDADE
Topo

Sem turistas estrangeiros, Palácio de Versalhes reabre após 82 dias fechado por causa de pandemia

5.jun.2020 - Funcionários do Palácio de Versalhes, um dos pontos turísticos mais visitados na França, trabalham na Galeria dos Espelhos durante a pandemia do novo coronavírus. O palácio reabre neste sábado (6) para visitantes após 82 dias fechado - Stephane de Sakutin/AFP
5.jun.2020 - Funcionários do Palácio de Versalhes, um dos pontos turísticos mais visitados na França, trabalham na Galeria dos Espelhos durante a pandemia do novo coronavírus. O palácio reabre neste sábado (6) para visitantes após 82 dias fechado Imagem: Stephane de Sakutin/AFP

05/06/2020 11h08

Um dos pontos turísticos mais emblemáticos e mais visitados da França, o Palácio de Versallhes reabre suas portas amanhã. Fechado há 82 dias por causa das medidas sanitárias ligadas à pandemia do novo coronavírus, o monumento histórico poderá, por enquanto, receber um número limitado de visitantes, e o uso de máscaras de proteção será obrigatório. Mas os norte-americanos e asiáticos, que representam 30% do público em dias normais, vão ter que esperar, já que as fronteiras do país permanecem fechadas. A ausência desse público preocupa os administradores.

A partir deste sábado, os visitantes vão poder novamente passear pelo palácio construído no século 17 e que serviu de residência para os principais reis da França. O monumento e seus famosos jardins recebem, em média, 27 mil pessoas por dia. Mas com as restrições ligadas à covid-19, esse número cairá para cerca de 4.500 visitantes diariamente.

A entrada será feita com hora marcada para que o fluxo seja controlado, e a administração aconselha aos visitantes que comprem seus ingressos pela internet para evitar as filas na porta.

Os principais espaços do complexo, como a Galeria dos Espelhos, os grandes apartamentos e a Grande Trianon, continuarão funcionando com acesso livre. Já os espaços considerados mais frágeis, como a Opera Real ou o Petit Trianon, refúgio de Maria Antonieta, serão abertos apenas para visitas guiadas.

"Será possível ver os aposentos do rei e da rainha em pequenos grupos. Vai ser um programa diferente", promete Catherine Pégard, administradora do monumento.

Percursos específicos para os jardins e para as crianças também estão previstos.

Essa foi a primeira vez em mais de 80 anos que Versalhes fechou suas portas.

"A última vez foi em 1939, quando a (Segunda) Guerra foi declarada", lembra Catherine Pégard.

Mas durante esse período de quarentena por causa da pandemia, os poucos funcionários que continuaram trabalhando fizeram tudo para manter o monumento impecável. Foi o momento, por exemplo, de cuidar da Galeria dos Espelhos, que não passava por uma limpeza completa desde 2007.

Queda no orçamento

Os administradores do palácio se questionam sobre o impacto da pandemia em suas contas. Afinal, 70% do orçamento do local vem da bilheteria, que ficou fechada durante três meses.

Além disso, 80% dos 8 milhões de visitantes anuais vêm tradicionalmente do exterior. Mas agora, com o fechamento temporário das fronteiras pelo menos até 15 de junho e a diminuição no número de turistas estrangeiros esperada nos próximos meses, os administradores já avisaram que vão precisar da ajuda do Estado para manter o palácio funcionando.

"Nosso modelo econômico desmoronou", desabafa Catherine Pégard.

Coronavírus