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Paris terá 14 de julho com exibição aérea e tradicionais fogos na Torre Eiffel sem público

09/07/2020 13h31

A festa nacional da França, celebrada em 14 de julho, será realizada de maneira reduzida esse ano devido às medidas de contenção da pandemia de coronavírus. Aviões e helicópteros serão os únicos autorizados a "desfilar", já que a parada militar foi reduzida. A Prefeitura de Paris confirmou os tradicionais fogos de artifício da Torre Eiffel.

A festa nacional da França, celebrada em 14 de julho, será realizada de maneira reduzida esse ano devido às medidas de contenção da pandemia de coronavírus. Aviões e helicópteros serão os únicos autorizados a "desfilar", já que a parada militar foi reduzida. A Prefeitura de Paris confirmou os tradicionais fogos de artifício da Torre Eiffel.

Os aviões da Patrouille de France (Patrulha da França), que cada ano fazem uma exibição aérea durante o desfile, se preparam para colorir o céu de Paris com as cores nacionais, azul, branco e vermelho, na terça-feira (14).

A coreografia é milimetricamente sincronizada. As nove aeronaves devem parecer uma só nos ares, para isso são necessários de 150 a 180 voos ensaios, como explica o capitão Romain Leseigneur, que pilota um dos aviões. "É pura música", diz. "Nosso líder é nosso chefe de orquestra. Ao som de sua voz, sabemos o ritmo da manobra", completa.

Leseigneur efetuou missões no Afeganistão, no Sahel e na Síria. Mas, segundo ele, pilotar em combate é bem diferente. "Quando somos pilotos de caça em um esquadrão de combate existe um lado tático, que é a realização do objetivo da missão, a pilotagem é anexo, enquanto na Patrulha de France o objetivo é técnico", explica ao site da France Info.

Formato reduzido

A cerimônia do 14 de julho terá um formato diferente este ano. O desfile militar, tradicionalmente realizado na Avenida Champs Elysées, foi reduzido e transferido para a Praça da Concorde, sem público. A cerimônia deve durar pouco mais de uma hora, contra as 2 horas habituais, e cerca de 2.000 soldados devem desfilar a pé, metade dos militares que participaram no ano passado.

Esta é a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, que o desfile não é realizado na Champs Elysées.

Segundo o governo francês, a celebração deve homenagear o Exército e os trabalhadores da Saúde, que se mobilizaram contra a pandemia de Covid-19.

O desfile do 14 de julho acolhe cada ano milhares de pessoas e é, junto à queima de fogos na Torre Eiffel, o ponto alto da comemoração. Normalmente, ele se realiza em presença do presidente francês, da elite das Forças Armadas francesas e de convidados internacionais, com um tema que muda a cada ano.

Queima de fogos

A prefeitura de Paris anunciou na quarta-feira (8) que manteria os fogos de artifício na Torre Eiffel, às 23 horas, mas sem público. O acesso à zona do Champ de Mars e do Torcadéro será restrito e vigiado a partir das 11 da manhã, para evitar concentrações de pessoas nas proximidades da Torre. O show pirotécnico será transmitido, como cada ano, pela televisão.

Um concerto da Orquestra Nacional da França sob a direçãoo da regente Eun Sun Kim também está previsto.

Em comunicado, a prefeitura disse que quer que os fogos de artifício sejam "um símbolo da resiliência de nossa capital e de nossa nação e uma homenagem a todos os heróis do cotidiano que trabalharam durante a epidemia".

Conhecido internacionalmente como o dia da queda da Bastilha, o 14 de julho é, antes de tudo, uma festa popular, com animações nas ruas, bailes e queima de fogos em todas as cidades. A data também simboliza, para muitos franceses, o começo do verão e das férias escolares.