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Brasileira lança incubadora e concurso para projetos inovadores à base de cannabis: o brigadeiro já está à caminho

06/09/2020 09h38

Foi em um dia sofrendo de cólica, com aquela vontade de comer um brigadeiro bem brasileiro para aliviar a TPM que a mineira Maria Cordeiro recebeu a sugestão de um amigo: 'Você sabia que a cannabis pode aliviar a dor? Por que você não mistura os dois? E foi daí que saiu a ideia que já tem marca registrada, caixinha personalizada e deve começar a ser comercializada no início de 2021: Brigadeiro com canabidiol (CDB), um dos compostos da cannabis que não tem efeito psicoativo.

Foi em um dia sofrendo de cólica, com aquela vontade de comer um brigadeiro bem brasileiro para aliviar a TPM que a mineira Maria Cordeiro recebeu a sugestão de um amigo: 'Você sabia que a cannabis pode aliviar a dor? Por que você não mistura os dois? E foi daí que saiu a ideia que já tem marca registrada, caixinha personalizada e deve começar a ser comercializada no início de 2021: Brigadeiro com canabidiol (CDB), um dos compostos da cannabis que não tem efeito psicoativo.

Cleide Klock, de Los Angeles

"Você tem algo que alivia a dor e ainda é maravilhoso, isso é perfeito. A receita já está pronta, é idêntica ao do Brasil. Então a gente está muito feliz e eu principalmente em poder trazer um pouco do Brasil para os Estados Unidos através desse produto", conta a empresária, de 25 anos.

O fato de morar na Califórnia, um dos 11 estados norte-americanos que autorizam o uso recreativo da maconha, facilita transformar a ideia em realidade. O outro fator é que Maria é uma das cofundadoras do primeiro espaço colaborativo para desenvolver projetos à base de cannabis dos Estados Unidos. A sede da startup My Green Network está localizada em Costa Mesa, na Califórnia e é uma mistura de incubadora com coworking. Os interessados pagam uma mensalidade e têm direito a usar o espaço físico e equipamentos para a produção, além de receber assessoria para o desenvolvimento do produto, como testes de laboratórios e recrutamento de funcionários. 

Segundo Maria Cordeiro, uma das dificuldades para uma empresa conseguir licença é aprovar o espaço físico e, neste caso, se estiverem usando uma instalação já certificada, é meio caminho andado.

"O processo de produção de produtos à base de cannabis nos Estados Unidos é muito complicado e envolve muitos gastos com taxas a serem pagas ao estado, à cidade, construção do espaço para produção e equipamentos. Essa combinação de etapas e complicações chegam a custar mais de US$ 1 milhão. É um processo muito caro e nosso objetivo em criar esse modelo foi facilitar o processo e reduzir o custo para empreendedores e trazer mais empresas inovadoras para a indústria da cannabis".

Dezessete empresas com diferentes produtos já estão associadas à incubadora e fabricam cremes, pizzas congeladas, suplementos, sorvete, barras de cereais, doces. Estar no mesmo espaço com outras empresas, segundo Maria, é também uma grande oportunidade de aprendizado.

O brigadeiro será o primeiro produto patenteado pela MyGN. Em um segundo momento, a empresa pretende lançar outra linha, com inovações focadas nos fãs de games.

Concurso: oportunidade para as minorias

A empresa que começou a ser desenvolvida em 2018 já tem plano de expansão e a próxima incubadora será em Los Angeles, mas a intenção é ter filiais em outros locais da Califórnia, em um primeiro momento, e quem sabe poder atingir o mercado internacional.

"México e Brasil estão nos nossos planos, é claro que pode demorar um pouco por causa das leis em cada país, mas vemos como um mercado promissor", diz Maria.

Enquanto a incubadora não chega em outros países, um concurso tenta atrair interessados pertencentes a minorias em empreender com produtos inovadores. A iniciativa de nome SharkTank tem o objetivo de promover uma seleção de boas ideias para oferecer a oportunidade de produção no espaço da MyGN. 

"A ideia da iniciativa foi uma maneira de ajudar a entrada das minorias na indústria da cannabis, já que o processo é muito caro e rígido. O concurso está aberto para o mundo inteiro, brasileiros que quiserem podem participar também, é só ter uma ideia bacana."

Para participar é necessário ter 21 anos de idade, pertencer a uma minoria e entrar no processo seletivo, que inclui um vídeo explicando a ideia, a história pessoal e um plano de negócios. O vencedor receberá uma licença para produção de produtos (Type-S License), além de toda a assistência de advogados para a criação da empresa e da marca. 

As informações completas de como participar do concurso estão  no link http://mygreennetwork.com/green-quest-2020/