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China inicia manobras militares em Taiwan após visita de autoridade americana

18/09/2020 07h59

A China informou nesta sexta-feira (18) que iniciou exercícios militares perto de Taiwan, em resposta à visita de um funcionário de alto escalão do governo americano. 

A China informou nesta sexta-feira (18) que iniciou exercícios militares perto de Taiwan, em resposta à visita de um funcionário de alto escalão do governo americano.
 

A tensão nas relações entre Pequim e Washington tem aumentado nos últimos meses, devido a questões como a situação das liberdades da população em Hong Kong, o tratamento dado pelo governo chinês à minoria uigur, a Covid-19, relações comerciais, ou a proibição do aplicativo TikTok.

A China continental (liderada pelo Partido Comunista) e a ilha de Taiwan (refúgio do Exército nacionalista chinês, após a guerra civil de 1949) foram administradas por dois regimes diferentes por mais de 70 anos. A ilha é considerada como território chinês por Pequim. E, por isso, o governo chinês se opõe a qualquer visita de líderes estrangeiros a Taipei.

 O subsecretário de Estado para Crescimento Econômico, Energia e Meio Ambiente, Keith Krach, chegou a Taiwan na quinta-feira. Ele deve participar de uma cerimônia em homenagem ao falecido presidente Lee Teng-hui, que acontece neste sábado (19).

"Hoje, o Exército iniciou exercícios de combate militar perto do estreito de Taiwan", que separa a ilha do continente, disse o porta-voz do Ministério chinês da Defesa, Ren Guoqiang, em entrevista coletiva. "É uma operação legítima e necessária para garantir a soberania e a integridade territorial da China, e realizada em resposta à situação atual no Estreito de Taiwan", justificou.

Manobras militares são frequentes

O Exército chinês realiza manobras militares com frequência, mas costuma afirmar que não se dirigem a qualquer país específico. O fato de que, desta vez, tenha-se mencionado o território, mostra a firmeza da mensagem.

"Aqueles que brincam com fogo vão acabar se queimando", alertou Ren Guoqiang, que denunciou a intenção de Washington de "jogar a carta de Taiwan para conter a China" e criticou Taiwan por querer "obter a ajuda de estrangeiros", declarou. "Não vamos tolerar nenhuma interferência estrangeira", insistiu.

A viagem de Keith Krach ocorre apenas um mês após a visita à ilha do secretário americano da Saúde, Alex Azar. Nesta viagem, ele destacou a gestão taiwanesa da pandemia da Covid-19, elogiada internacionalmente.

(Com informações da AFP)