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Economia francesa cresce 16% no terceiro trimestre mas deve ter recaída no final do ano

08/10/2020 04h23

A economia francesa cresceu 16% no terceiro trimestre do ano após despencar 13,8% no período de março a junho, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira (8) no relatório de conjuntura do Banco da França, o banco central do país. A segunda maior economia da zona do euro havia entrado em recessão no segundo trimestre, registrando uma queda sem precedentes na produção em decorrência do confinamento para combater a epidemia do coronavírus.

A economia francesa cresceu 16% no terceiro trimestre do ano após despencar 13,8% no período de março a junho, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira (8) no relatório de conjuntura do Banco da França, o banco central do país. A segunda maior economia da zona do euro havia entrado em recessão no segundo trimestre, registrando uma queda sem precedentes na produção em decorrência do confinamento para combater a epidemia do coronavírus.

Desde o fim dos 55 dias de quarentena, em 11 de maio, a economia francesa passou a demonstrar sinais de recuperação. No final de setembro, a atividade econômica já se encontrava somente 5% abaixo do nível pré-crise. "As empresas apontam para uma perspectiva de estabilização da atividade em outubro", informa a nota do banco central, que não faz uma nova previsão de crescimento para o ano de 2020, após uma recessão de 8,7% projetada no mês passado. Essa estimativa é um pouco melhor do que a retração de 9% da atividade calculada pelo Instituto Nacional de Estudos e Estatísticas (Insee), divulgada no relatório de previsões da instituição na terça-feira (6).

Segundo os 8.500 dirigentes empresariais consultados pelo banco central francês, "a atividade esteve, como se esperava há um mês, estável em setembro tanto na indústria quanto no setor de serviços e da construção civil", explica o Banco da França. Mas os economistas notam "uma forte heterogeneidade entre os setores".

Um conjunto de setores que representam cerca de 90% do produto interno bruto (PIB) francês voltou a ter uma atividade "próxima do normal", incluindo a indústria farmacêutica e agroalimentar, as telecomunicações e parte dos serviços às empresas. "Por outro lado, outros setores como equipamentos de transporte, hospedagem e alimentação e atividades recreativas e de entretenimento continuam substancialmente afetados", informa a nota. Na área de hotelaria e restauração, "os indicadores da pesquisa relativos às perspectivas de negócios e à demanda (em particular a procura externa) continuam muito deteriorados, confirmando a preocupação dos empresários".

As previsões do Banco da França e do Insee vão na mesma direção. Porém, o estudo do Insee alertou para o risco de uma recaída da economia francesa no final do ano. A segunda onda da epidemia de coronavírus já abala empresas de serviços, o comércio e a confiança dos franceses. O fechamento temporário de bares e academias de ginástica em várias regiões do país classificadas em alerta máximo para a Covid-19 terá impacto sobre a expansão da economia no último trimestre do ano.  

A França registrou nas últimas 24 horas 18.746 novos casos de contaminação pelo coronavírus. O Ministério da Saúde irá anunciar novas medidas de restrição nesta quinta-feira para frear a propagação da infecção viral no país.