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Trump promete início da vacinação contra a Covid nos EUA em "menos de 24 horas"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante cerimônia no Salão Oval, na Casa Branca - Saul Loeb/AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante cerimônia no Salão Oval, na Casa Branca Imagem: Saul Loeb/AFP

12/12/2020 07h40

Pressionada pelo presidente americano, a agência reguladora dos Estados Unidos concedeu nessa sexta-feira (11) uma autorização de uso emergencial da vacina Pfizer/BioNTech contra a Covid-19. Logo em seguida, Donald Trump disse em um vídeo postado no Twitter que a primeira vacinação começará em "menos de 24 horas". Três milhões de doses já estão sendo distribuídas em todo o país.

Pressionada pelo presidente americano, a agência reguladora dos Estados Unidos concedeu nessa sexta-feira (11) uma autorização de uso emergencial da vacina Pfizer/BioNTech contra a Covid-19. Logo em seguida, Donald Trump disse em um vídeo postado no Twitter que a primeira vacinação começará em "menos de 24 horas". Três milhões de doses já estão sendo distribuídas em todo o país.

"Autorizo o uso emergencial da vacina Covid-19 da Pfizer/BioNTech", escreveu Denise Hinton, diretora científica da Food and Drug Administration (FDA), agência que regula os medicamentos e alimentos nos Estados Unidos. A mensagem foi enviada a um executivo da Pfizer.

Uma imensa operação logística para distribuição da vacina no país foi imediatamente lançada. "Por meio de nossa parceria com a FedEx e a UPS, já começamos a enviar a vacina para todos os estados e códigos postais do país", garantiu o presidente no Twitter. Ele acrescentou que os governadores decidirão quem será vacinado primeiro em seus estados.

Sexto país do mundo

Os Estados Unidos se tornam o sexto país a aprovar a vacina Pfizer/BioNTech, que necessita duas doses, depois do Reino Unido, Bahrein, Canadá, Arábia Saudita e México. A campanha de vacinação canadense está prevista para começar na próxima segunda-feira (14).

A aprovação do imunizante nos Estados Unidos não é apenas uma vitória da gigante farmacêutica americana Pfizer e sua parceira alemã BioNTech, mas também do RNA mensageiro. Esta nova tecnologia em que se baseia a vacina se diferencia das tradicionais que normalmente usam formas enfraquecidas ou inativas de vírus. Já a RNA mensageiro dá instruções genéticas às células humanas para produzir anticorpos contra o vírus.

Os Estados Unidos esperam vacinar 20 milhões de pessoas neste mês, contando com a próxima aprovação de uma segunda vacina, a da Moderna, que poderá ser anunciada na próxima semana. Esta vacina também é baseada em RNA mensageiro.

Profissionais de saúde e residentes de lares de idosos terão prioridade para receber as primeiras doses.

Recorde de contaminações

A autorização emergencial de uso da vacina chega em um momento em que as infecções no país mais afetado pela pandemia no mundo registraram um novo recorde diário. Nesta sexta-feira, foram quase 235 mil novos casos, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. A média dos últimos oito dias é superior a 200.000 novas infecções por dia, com exceção do fim de semana.

O balanço de vítimas fatais da AFP indica que quase 2.600 pessoas morreram ontem no país. O número de mortos diários ultrapassa 2.400 desde 1º de dezembro, excluindo o último fim de semana. Mais de 108.000 pessoas estão hospitalizadas atualmente com o novo coronavírus, de acordo com dados do Covid Tracking Project.

A pandemia avança em vários país. O Brasil ultrapassou as 180 mil mortes pela Covid-19. A OMS pede mais vigilância durante as festas de fim de ano.

No último mês e meio em todo o mundo, o número de mortes semanais pela Covid aumentou 60% alerta a Organização Mundial da Saúde. Apesar da chegada das vacinas em alguns países, "o vírus continua circulando" e "a grande maioria da população ainda pode ser infectada", adverte a OMS.

(Com informações da AFP)